
A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro reformulou a estratégia jurídica e prepara uma nova proposta de delação premiada para apresentar à Polícia Federal (PF). O movimento ocorre após a corporação sinalizar ao Supremo Tribunal Federal (STF) que tem interesse em abrir uma nova rodada de negociações.
Reaproximação com o STF
Logo após assumir o caso, o advogado Sergio Leonardo iniciou a reaproximação com o ministro André Mendonça, relator do processo no STF. O defensor assumiu a vaga de José Oliveira Lima, o Juca, que deixou o caso na última semana.
Com o objetivo de viabilizar o acordo, Mendonça e Sergio Leonardo já se reuniram ao menos uma vez. Durante o encontro, o ministro cobrou ética profissional nas tratativas, enquanto o advogado garantiu conduzir o processo com respeito à Corte e ao país. O perfil do novo defensor causou boa impressão no magistrado.
Ampliação do acordo de Daniel Vorcaro
Reconstruir a relação com Mendonça foi uma exigência do próprio Vorcaro à nova equipe, composta por cinco advogados. Além disso, o ex-banqueiro orientou os defensores a ampliarem o escopo do primeiro rascunho de colaboração.
Isso porque a PF havia rejeitado a proposta inicial por considerá-la superficial diante das provas já obtidas, principalmente os dados extraídos dos celulares do empresário. Contudo, os investigadores mantêm o interesse em fechar o termo de colaboração, caso a defesa traga informações inéditas.
Entenda o caso do Banco Master
Daniel Vorcaro está preso desde o dia 4 de março pela Operação Compliance Zero. A investigação apura crimes de:
- Gestão fraudulenta e temerária;
- Organização criminosa;
- Emissão de títulos de crédito falsos.
Antes da prisão, o ex-dono do Banco Master era conhecido pela gestão agressiva e por oferecer CDBs com rentabilidade acima do mercado, o que incomodava o setor financeiro. Por fim, a operação também mantém presos o pai do banqueiro, Henrique Vorcaro, e o cunhado dele, Fabiano Zettel, por suspeita de participação no esquema.

