
Na madrugada desta terça-feira (03), um ônibus que levava romeiros capotou na rodovia AL-220, no povoado Caboclo, em São José da Tapera (AL), deixou 15 mortos e dezenas de feridos e, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), operava de forma irregular, sem autorização para transporte de passageiros. O acidente ocorreu porque o veículo seguia viagem sem cumprir as exigências legais de segurança e fiscalização.
Viagem irregular terminou em tragédia
O ônibus saiu de Juazeiro do Norte (CE) e seguia para Coité do Nóia (AL), com cerca de 60 passageiros, que retornavam de uma romaria. No entanto, durante o trajeto, o veículo perdeu o controle e capotou em um trecho da rodovia.
Logo após o acidente, equipes do Samu, do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas e das polícias Militar e Rodoviária chegaram ao local. Em seguida, socorreram os feridos e iniciaram a retirada das vítimas presas às ferragens.
Enquanto isso, moradores da região ajudaram no primeiro atendimento. A cena, marcada por destruição e silêncio, evidenciou a gravidade da ocorrência.
ANTT aponta transporte clandestino
De acordo com a ANTT, o ônibus não possuía licença para transporte interestadual de passageiros. Além disso, o veículo não apresentava Certificado de Segurança Veicular válido, seguro obrigatório vigente nem autorização de viagem.
Ou seja, o serviço funcionava como transporte clandestino, prática que ignora normas básicas de segurança. Por isso, a agência informou que já notificou os órgãos responsáveis e reforçou que seguirá atuando para coibir esse tipo de irregularidade.
Vítimas e atendimento
Entre os mortos estão homens, mulheres e crianças, segundo o balanço preliminar das autoridades. Os feridos foram encaminhados para hospitais de municípios da região, alguns em estado grave.
Além disso, o governo de Alagoas mobilizou helicópteros para acelerar o transporte das vítimas mais graves.
Diante da tragédia, o governador decretou luto oficial de três dias e afirmou que o Estado prestará apoio às famílias.
Investigação em andamento
A Polícia Civil de Alagoas instaurou inquérito para apurar as causas do acidente. A investigação vai analisar as condições do veículo, a regularidade da viagem e a responsabilidade dos organizadores do transporte.
Ao mesmo tempo, o Ministério Público acompanha o caso. A apuração busca esclarecer se houve negligência, omissão ou lucro com transporte ilegal de passageiros.
Alerta sobre segurança no transporte
Casos como esse se repetem em diferentes regiões do país, especialmente em viagens coletivas para eventos religiosos. Por isso, especialistas alertam que passageiros devem sempre verificar se a empresa possui autorização para operar.
Em síntese, a tragédia reforça um problema conhecido, o uso de veículos irregulares em viagens longas, sem fiscalização adequada. Quando a regra é ignorada, o risco aumenta. E, neste caso, o resultado foi fatal.

