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Nova CNH gera custo extra de até R$ 400 para prova prática

Apesar da promessa de economia, falhas nos sistemas dos Detrans dificultam acesso ao exame final

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Nova CNH gera custo extra de até R$ 400 para prova prática
Foto: Divulgação / Secom

Três meses após o lançamento do programa CNH Brasil, candidatos relatam que pagam até R$ 400 apenas para agendar a prova prática em alguns estados. O modelo, que prometia reduzir custos ao permitir a formação sem autoescola, ainda enfrenta entraves justamente na etapa final do processo.

Segundo entidades do setor, a cobrança ocorre devido a dificuldades operacionais nos Detrans. Embora o novo formato permita aulas com instrutores autônomos e menos exigências formais, os sistemas estaduais ainda não se adaptaram completamente.

Promessa de economia enfrenta obstáculos

Desde dezembro, mais de 3,5 milhões de pessoas se inscreveram no novo modelo. Dessas, cerca de 30 mil já concluíram o processo e obtiveram a CNH. No entanto, a implementação não ocorre de forma uniforme em todo o país.

De acordo com a Associação Nacional dos Instrutores de Trânsito (Anit), estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Rondônia e Paraná concentram os principais gargalos. Nesses locais, o problema não está na formação, mas sim no acesso ao exame prático.

Na prática, muitos candidatos ficam com o processo travado ao tentar agendar a prova. Por isso, acabam recorrendo a autoescolas, mesmo após realizarem as etapas anteriores de forma independente.

“Em alguns casos, cobram cerca de R$ 399 por duas aulas e pelo aluguel do carro apenas para viabilizar o agendamento”, afirma o presidente da Anit, Paulo Cesar.

Falhas nos sistemas dificultam agendamento

O principal entrave está na transição do modelo antigo, em que as autoescolas controlavam o agendamento, para o novo formato, que prevê autonomia dos candidatos. No entanto, os sistemas estaduais ainda não concluíram essa adaptação.

Em São Paulo, o Detran afirma que o processo funciona, mas ainda ajusta o uso de veículos particulares. Já no Rio de Janeiro, o órgão exige que o agendamento da prova prática continue sendo feito por centros de formação.

Em Rondônia, o agendamento permanece presencial, enquanto no Ceará e no Paraná o modelo ainda está em fase de implantação.

Governo inicia fiscalização nos estados

Apesar das dificuldades, a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) avalia o programa como positivo. Dados mostram que os alunos reduziram a média de aulas práticas de 20 para cinco.

Ainda assim, para corrigir os problemas, o governo federal iniciou inspeções presenciais nos Detrans. Segundo o secretário nacional de trânsito, Adrualdo Catão, os estados precisam justificar a demora nas adaptações.

“O problema não está no modelo, mas na operação dos sistemas estaduais”, afirmou.

Alice Soares

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Alice Soares

Alice atua na cobertura do Guararema News na região da Grande Florianópolis. Com foco em temas do cotidiano de quem vive na região, a jornalista contribui com apuração e pesquisa de notícias nacionais, incluindo temas voltados ao entretenimento.

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