
O Plano Municipal de Redução de Mortes por Sinistros de Trânsito foi entregue ao prefeito André Vechi nesta quinta-feira (18). O documento técnico estabelece diretrizes, metas e ações para enfrentar um dos principais desafios da mobilidade urbana, que é preservar vidas no trânsito.
Elaborado ao longo de 2025, pela Secretaria de Trânsito e Mobilidade de Brusque (Setram), o plano reúne um diagnóstico detalhado da realidade local, análise de dados históricos, identificação de pontos críticos e propostas de intervenções integradas.
Dados de sinistros com mortes no trânsito
Em 2024, Brusque registrou aproximadamente cinco mil acidentes de trânsito, o maior número desde 2019, reflexo do crescimento da frota e da intensificação dos deslocamentos urbanos.
Outro dado relevante apresentado no documento mostra que, entre 2015 e 2025, aproximadamente 80,6% das vítimas fatais no trânsito eram homens. Portanto, isso evidencia um perfil de risco que precisa ser enfrentado com políticas públicas direcionadas, especialmente no campo da educação e da mudança de comportamento.
Entenda os cinco eixos estratégicos no plano:
1) Educação
Brusque já desenvolve projetos como Trânsito Quiz, Transitolândia e palestras educativas. Ainda, desde junho de 2025 oferece gratuitamente, por meio da Escola Pública de Trânsito (EPT), o curso ACA (Autorização para Conduzir Autopropelido). Assim, ele é voltado a condutores de patinetes e scooters elétricas a partir dos 16 anos.
Entre as propostas previstas estão:
• inserção do tema trânsito como conteúdo transversal na rede de ensino, com capacitação de professores;
• retomada de projetos como Anjos do Trânsito e Aluno Guia;
• iniciativas como Travessia Segura – Dê sinal de vida, e divulgação periódica de estatísticas;
• concurso cultural anual “Brusque pela Vida no Trânsito”;
• programas educativos com empresas, certificações e cursos específicos;
• ações comunitárias como Domingo Educativo, Zona 30/Educativa e formação continuada.
2) Fiscalização
• relatórios mensais de autuações e Boletim de Ocorrência de Acidente de Trânsito (BOAT), com integração institucional;
• reorganização de guarnições por setores e reforço em horários de maior risco;
• fiscalizações móveis e pontos de observação;
• ações direcionadas a grupos específicos;
• ampliação da fiscalização eletrônica e estratégias para fortalecimento do efetivo.
3) Sinalização e Engenharia
O documento detalha intervenções físicas na malha viária, faixas elevadas para travessia de pedestres, interseções elevadas, extensões de calçada, ilhas de refúgio, mini rotatórias, tachões refletivos e equipamentos eletrônicos, sempre precedidos de estudo técnico e monitoramento pós-implantação. Também são apresentados pontos de conflito já mapeados. Tais como trechos da Rodovia Antônio Heil e cruzamentos em diferentes regiões da cidade, que serão objeto de estudos e intervenções futuras.
4) Transportes
O plano prevê a implantação de novos subterminais ligados ao futuro sistema troncalizado, a ampliação da cobertura, melhorias em abrigos e a capacitação de motoristas. Logo, a meta é aumentar entre 5% e 10% o número de passageiros até 2027.
5) Processos Administrativos
• ampliação do acesso online a defesas e recursos;
• instruções mais claras ao cidadão e acompanhamento dos processos;
• digitalização, automação e padronização de análises;
• uso de relatórios estratégicos para correção de causas recorrentes.
O Plano Municipal estabelece metas progressivas de redução de mortes:
• 30% em 2026,
• 60% em 2027,
• busca por zero fatalidades em 2028.
Enfim, o acompanhamento acontecerá por indicadores, com monitoramento contínuo, revisões periódicas e atualização anual do documento, que também será publicado para consulta pública.

