
A Polícia Científica confirmou na tarde desta sexta-feira (10) a identidade do homem que foi morto a tiros com um bebê no colo na noite de quinta (9), no bairro Campeche, no Sul da Ilha, em Florianópolis. Trata-se do criminoso amazonense Alexandre Araújo Brandão, de 33 anos, conhecido como “Xuruca do Japiim”. Ele é apontado como um dos líderes da facção Comando Vermelho (CV) em Manaus. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Alexandre tenta correr com a criança no colo, mas acaba sendo alcançado e baleado novamente.
Segundo informações da Polícia Militar de Santa Catarina, o crime ocorreu por volta das 22h, em um conjunto de quitinetes na rua Laura Duarte Prazeres, onde o criminoso Xuruca estava hospedado. O autor dos disparos teria se passado por morador do local para se aproximar da vítima, que estava com uma criança de 1 ano e 8 meses no colo.
A criança também foi atingida. Ela foi socorrida e permanece internada em estado grave. Xuruca já havia sofrido um atentado em julho deste ano Manaus. Na época, ele estava num carro avaliado em R$ 500 mil que foi atingido por diversos tiros, mas Xuruca levou apenas disparos nas pernas. Depois disso, ele estava morando em Florianópolis, onde mantinha atividades ligadas ao tráfico de drogas. Ele era investigado por diversos crimes graves, incluindo homicídios, tráfico e associação criminosa.
Um cunhado de
Alexandre contou aos policiais que Xuruca havia ido buscar a criança que estava com familiares desde a véspera, e aguardava por um carro de aplicativo para seguir com o bebê até o bairro Porto da Lagoa.
Após o crime, o suspeito fugiu em um Fiat vermelho, modelo antigo, que estava com uma lona preta no lugar do vidro traseiro. O veículo foi localizado pela polícia no bairro Agronômica e foi recolhido para perícia pela Polícia Científica. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar a autoria e motivação do crime. Até agora, ninguém foi preso.

Em 2024, Alexandre chegou a ser preso em flagrante, em sua residência, no mesmo bairro Campeche, em Florianópolis. Ele era um dos principais integrantes da cúpula da organização criminosa Conselho Permanente.
Antes disso, em 2021, ele foi preso na Zona Norte de Manaus com um arsenal impressionante: 14 armas de fogo, entre pistolas e fuzis. À época, também era conhecido como “xerife de cadeia”, título dado aos presos que exercem controle interno sobre outros detentos.
