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Voos de balão estão suspensos até o fim de semana em Praia Grande

Medida acompanha a prorrogação do decreto de luto oficial

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Voos de balão estão suspensos até o fim de semana em Praia Grande
Foto: divulgação

Após a tragédia que resultou na morte de oito pessoas no sábado (21), a prefeitura de Praia Grande, no Sul de Santa Catarina, decidiu estender a suspensão dos voos de balão até o próximo fim de semana. A decisão ocorreu durante uma reunião com representantes das empresas que operam o turismo de balonismo no município na manhã desta segunda-feira (23).

A medida acompanha a prorrogação do decreto de luto oficial, assinado pelo prefeito Elisandro Machado, que estende o período de luto por mais três dias. “É com enorme tristeza que a prefeitura lamenta mais uma vez essa tragédia. Nossos corações estão com as famílias das vítimas. Prestaremos toda a assistência necessária neste momento de dor”, destacou o prefeito. “O município está transtornado. A cidade está de luto, assim como toda a região e até o Brasil. Nosso primeiro compromisso é dar suporte às famílias das vítimas e também uma resposta à população sobre o que aconteceu”, acrescentou.

Praia Grande, reconhecida nacionalmente como a capital dos cânions e do balonismo, reforça que a paralisação é temporária e serve também para avaliar os procedimentos de segurança adotados nas operações.

Apesar da tragédia, Elisandro destaca que o balonismo, quando realizado dentro dos protocolos de segurança, é considerado uma atividade segura. No momento do acidente, cerca de 40 balões estavam em operação na cidade, todos dentro das condições climáticas adequadas.

Sobre o acidente em Praia Grande

Na aeronave estavam 20 passageiros e o piloto. Oito pessoas morreram e cinco ficaram feridas, sendo que as demais vítimas conseguiram pular do cesto e se salvar.

Elves de Bem Crescêncio era quem pilotava o balão. A defesa dele, representada pelo advogado Clovis Raupp Scheffer, deu detalhes da causa da queda do balão, que teria sido provocada por um foco de incêndio dentro do cesto da aeronave. Crescêncio ainda tentou conter a chamas, mas não conseguiu.

“O balão estava a 200 metros [de altitude]. Ele começa a descer o balão e orienta os passageiros para que quando tocasse o chão, para que eles pulassem do cesto. As que pularam, foram as conseguiram se salvar. Infelizmente, oito não conseguiram pular naquele momento. O balão tocou o chão e por conta de estar mais leve com descida das outras pessoas ele voltou pro ar e aconteceu a fatalidade”, disse o advogado.

Uma das hipóteses é de quem um maçarico tenha provocado o incêndio. “Ele [o piloto] não deu essa certeza. Agora a gente aguarda a perícia para ver o que ocasionou o incêndio”, emendou Scheffer.

Sobre a empresa

A empresa dona do balão existe há cinco anos e Crescêncio atua como piloto há três anos e meio. “Ele é experiente, tem mais de 700 horas de voo, todos os cursos possíveis. Ele não é só piloto de balão. Tem envolvimento com vários esportes de aventura. Tem conhecimento e acredito que a experiência do Elves, se é que existe lado bom nessa história, fez ele salvar 12 pessoas. E ele também teve ferimentos, mas já foi liberado”, comentou o advogado.

Róbinson Gambôa

Sobre o autor

Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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