
Um ataque violento atingiu o departamento de Cauca neste sábado (25) e deixou 14 mortos e ao menos 38 feridos. Além disso, o atentado ocorreu em um momento decisivo para o país, já que falta pouco mais de um mês para as eleições presidenciais.
Autoridades atribuem crime a dissidentes das Farc
As autoridades colombianas identificaram que dissidentes das Farc, que rejeitaram o acordo de paz, realizaram o ataque. Entre as vítimas, inclusive, estão cinco menores de idade, o que aumenta ainda mais a gravidade do caso.
Explosão causa destruição e espalha pânico
Após a detonação, a explosão destruiu veículos e abriu crateras na estrada. Com isso, o impacto lançou pessoas a metros de distância e gerou cenas de desespero. Um agricultor que presenciou o ataque relatou o medo vivido no local e destacou o clima de pânico generalizado.
Governo reage e aponta responsável
Diante do ocorrido, o presidente Gustavo Petro criticou duramente os responsáveis. Em seguida, ele classificou os autores como terroristas e apontou Iván Mordisco como mentor do atentado, comparando-o ao narcotraficante Pablo Escobar.
Suspeito lidera grupo armado e negociações fracassam
Atualmente, Mordisco lidera grupos armados que não aderiram ao acordo de paz de 2016. Desde que Petro assumiu o governo, em 2022, as tentativas de negociação fracassaram. Como consequência, as ações criminosas e violentas se intensificaram no país.
Ataque intensifica debate sobre segurança nas eleições
Enquanto isso, o atentado ocorre em meio à campanha eleitoral marcada para 31 de maio. Nesse cenário, a segurança pública se tornou a principal preocupação dos eleitores, especialmente após o assassinato do pré-candidato Miguel Uribe durante um comício.
Violência cresce e governo reforça segurança
Além disso, a explosão representa o ponto mais crítico de uma série de ataques registrados nas últimas 48 horas. Ao todo, as autoridades contabilizaram 26 ocorrências em regiões próximas. Diante disso, o ministro da Defesa, Pedro Sánchez, determinou o reforço imediato do policiamento e da presença militar para conter a atuação de grupos armados.

