
O governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) afirmou no fim da manhã desta quarta-feira (29) que o número de mortes na operação contra o tráfico nos complexos do Alemão e da Penha estava em 58, sendo 54 criminosos e 4 policiais. “Mas esse número certamente vai mudar”, pontuou.
Apenas nesta quarta, moradores da Penha retiraram 74 corpos de uma região de mata da Vacaria, no alto da Serra da Misericórdia. É o morro que separa os complexos e onde se concentraram os embates entre as forças de segurança e o Comando Vermelho (CV).
A soma dos óbitos, então, passaria de 130. Castro, no entanto, não explicou por que o número de mortos informado na terça-feira baixou. Na noite de terça, o governo do RJ tinha informado que “60 criminosos e quatro policiais” haviam morrido em confronto.
Ainda de acordo com o governador, a contabilidade oficial virá do Instituto Médico-Legal (IML) do Centro. O órgão ficou exclusivamente dedicado a receber os corpos da operação.
Número de mortes será confirmado no IML
A operação contra a facção Comando Vermelho deflagrada na terça-feira (28) ganhou repercussão internacional. Outros países e entidades internacionais também se manifestaram diante do alto nível de letalidade.

A Organização das Nações Unidas (ONU) fez um post, no fim da noite desta terça-feira (28). Foi no seu perfil na rede X (antigo Twitter), onde escreveu:
“Brasil: estamos horrorizados com a operação policial em andamento nas favelas do Rio de Janeiro, que já teria resultado na morte de mais de 60 pessoas, incluindo quatro policiais. Esta operação letal reforça a tendência de consequências extremamente fatais das ações policiais nas comunidades marginalizadas do Brasil”
O jornal inglês The Guardian publicou matéria com o título: “Brasil: ao menos 64 mortos no dia mais violento do Rio de Janeiro em meio a batidas policiais”.
Repercussão internacional
O espanhol El País cravou em sua reportagem sobre a operação: “Rio de Janeiro vive uma jornada de caos colossal e intensos tiroteios por uma ação policial contra o crime organizado que já é a mais letal da história da cidade brasileira”.
O Le Figaro, importante jornal da França, relata em sua reportagem que há muita contestação sobre a eficácia destas operações policiais de grande porte no Rio de Janeiro, no entanto, elas são comuns na cidade.

