
A Polícia Civil de Blumenau, na tarde desta sexta-feira (7), cumpriu mandado de busca e apreensão domiciliar contra uma mulher que se apresentava como psicóloga, na cidade do Vale do Itajaí. Conforme informações dos policiais, a mulher, de 37 anos, se dizia especializada no atendimento a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Escola particular realizou denúncia sobre a suposta psicóloga
As investigações iniciaram após o recebimento de uma denúncia por parte de uma escola particular. Durante um processo seletivo a instituição desconfiou dos diplomas de psicologia da Universidade Federal de Pelotas, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto – Especialização em Neuropsicologia e Certificação em “Neuroscience and Education” – pelo Child Behavior Institute of Miami, e da certificação “Early Start Denver Model – ESDM – Therapist Program”, apresentados pela candidata.
Após a denúncia, a Polícia Civil deu início às investigações. Assim, confirmou-se que a documentação era falsa, que a mulher não possuía registro de psicóloga no Conselho Federal de Psicologia (CFP).
Além disso, os investigadores descobriram que a mulher realizava o atendimento de crianças em um consultório no Centro da cidade. Por esse motivo, o delegado de Polícia representou pela busca e apreensão no local para coletar documentos que auxiliem a identificação de pacientes da falsa psicóloga. Contudo, durante as buscas no local, os policiais apreenderam, além do aparelho celular, formulários de cadastro de pacientes para atendimento psicológico.
Delegado responsável conversou com a equipe do Gnews
Conforme informações do delegado responsável pelo caso, Bruno Fernando, em entrevista o Portal Gnews, a mulher não estava realizando atendimento no horário em que os policiais cumpriram o mandado. “Naquele momento ela não se apresentou para nós como psicóloga. Ela negou. No interrogatório, ela se manteve em silêncio. Mas, os documentos que ela apresenta, nós entramos em contato com as instituições de ensino, e ninguém confirmou seu nome como aluna, ainda que cursando”, afirma.
Enfim, a mulher poderá responder pela prática dos crimes de falsificação de documento público e particular e exercício ilegal da profissão. As investigações prosseguem e os policiais buscam identificar as famílias vítimas do atendimento ilegal da suspeita, as quais podem registrar boletim de ocorrência.
Entramos em contato com a clínica onde a suposta psicóloga presta atendimento, porém, até o fechamento da reportagem, não obtivemos êxito.

