
A sexta-feira, dia 21, começou como qualquer outra para a jovem de 31 anos, aluna de pós-graduação da UFSC. Ela saiu de casa cedo, avisou a família que iria treinar natação e, em seguida, faria uma trilha no Pântano do Sul. No entanto, ela não voltou.
Poucas horas depois, moradores acionaram a polícia ao perceberem um corpo caído próximo às pedras da trilha da Praia do Matadeiro. As guarnições chegaram rapidamente e, à medida que avançaram, encontraram um cenário que indicava extrema violência. O corpo apresentava sinais de estrangulamento e possível estupro, segundo a Polícia Militar e os primeiros laudos da perícia.
A região é de acesso difícil, cercada por mata fechada e rochas íngremes. Portanto, o resgate exigiu apoio do Corpo de Bombeiros Militar, que precisou atuar com técnicas de salvamento em área remota.
Perícia confirma violência e polícia intensifica buscas
Enquanto os peritos recolhiam vestígios no local, a Polícia Civil iniciou imediatamente a caçada ao autor. As equipes analisaram a trilha, rastrearam pegadas, recolheram materiais genéticos e conversaram com moradores da região.
Com o avanço das investigações, os policiais começaram a montar a linha do tempo do crime. Além disso, cruzaram depoimentos, imagens de câmeras e informações colhidas na comunidade. Essa combinação levou a um suspeito que já tinha passagem por crimes semelhantes.
Suspeito é preso e confessa o assassinato
Durante a noite, a Polícia Militar localizou o homem e o levou para interrogatório. Ele apresentou contradições e, logo depois, acabou confessando o estupro e o assassinato da jovem. A informação foi confirmada pelo Jornal Razão e por fontes da segurança pública.
Segundo a polícia, o criminoso afirmou que abordou a vítima ainda na trilha. Em seguida, a atacou, violentou e estrangulou. Depois, tentou fugir pela mata, mas acabou sendo encontrado graças às buscas intensivas.
O homem agora permanece preso e responderá por feminicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver.
Universidade e comunidade lamentam a morte
Com a confirmação da identidade, colegas e professores da UFSC divulgaram mensagens de pesar. A jovem era dedicada, estudiosa e estava em fase final da pós-graduação. Seu nome mobilizou milhares de mensagens de solidariedade nas redes sociais.
Além disso, moradores do Pântano do Sul e frequentadores da trilha reforçaram pedidos por mais segurança na região. A trilha do Matadeiro é um dos cartões-postais do Sul da Ilha e atrai turistas durante todo o ano, por isso a violência causou ainda mais choque.
O caso expõe, mais uma vez, a necessidade urgente de políticas de proteção para mulheres, especialmente em áreas isoladas. A prisão do suspeito trouxe algum alívio, mas não apagou a dor da família e da comunidade universitária. A investigação continua, agora focada no detalhamento técnico das provas e na preparação do inquérito.
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