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Ensino superior cresce 16% entre os presos em Santa Catarina

Cerimônia marcou graduação de 29 detentos no Complexo Penitenciário do Estado

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Ensino superior cresce 16% entre os presos em Santa Catarina
foto: divulgação

O número de internos do sistema prisional de Santa Catarina matriculados no ensino superior cresceu 16,17% em em um ano, segundo dados da Secretaria de Estado da Justiça e Reintegração Social (Sejuri). No segundo semestre de 2025, eram 847 detentos cursando uma graduação. No mesmo período de 2026, o número chegou a 984. Todos os cursos são realizados na modalidade de Educação a Distância (EAD).

Na quinta-feira (8), 29 pessoas concluíram cursos de graduação pela Unifacvest, em uma cerimônia realizada no Complexo Penitenciário do Estado (COPE), em São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis. Entre as formações estão Gestão Comercial, Logística, Marketing e Negócios Imobiliários, além de outras áreas.

Segundo a Sejuri, as graduações são custeadas pelos próprios internos. Na maioria dos casos, as mensalidades são pagas com recursos provenientes do trabalho realizado dentro das unidades prisionais. Pela legislação, 50% da remuneração recebida pelo trabalho pode ser utilizada pelo interno para pequenas despesas pessoais durante o cumprimento da pena, e parte desse valor pode ser destinada ao pagamento da própria formação acadêmica.

Ensino Superior

O crescimento integra as ações de educação desenvolvidas no sistema prisional como parte das políticas públicas de ressocialização, ocupação e qualificação profissional do Governo do Estaado. A proposta é ampliar as oportunidades para que os internos utilizem o período de cumprimento da pena também para estudar, adquirir conhecimento e desenvolver novas habilidades.

Para a secretária da Sejuri, Danielle Amorim Silva, o aumento no número de internos no ensino superior reforça a importância de manter e ampliar essas oportunidades dentro das unidades prisionais. “A educação é uma das políticas públicas que contribuem para a ressocialização. Quando o interno busca uma graduação, ele está utilizando o tempo de cumprimento da pena para se qualificar e ampliar suas possibilidades para o futuro. O crescimento desse número mostra que existe interesse por parte dos internos”, afirma.

Róbinson Gambôa

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Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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