
O psicólogo Guilherme Silveira foi condenado a 21 anos e quatro meses de prisão em regime fechado por abusar de um menino com autismo durante uma sessão de terapia. A defesa de Silveira informou que pretende recorrer da sentença. Caso a pena seja reduzida, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e a defesa da família da vítima também avaliam a possibilidade de recorrer.
Psicólogo acusado
O crime veio à tona após a mãe do menino notar comportamentos estranhos no filho. A perícia encontrou material genético do agressor nas roupas da criança. Portanto, o laudo foi crucial para a prisão preventiva de Silveira.
Além disso, o garoto, que faz acompanhamento psicológico, ainda sofre com crises de ansiedade e pesadelos ao ouvir o nome do profissional acusado.
Inquérito concluído
Autoridades também investigam Silveira em mais quatro casos de abuso envolvendo menores de idade. A Polícia Civil de Brusque, por meio da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI), concluiu o inquérito após uma investigação de quatro meses.
Segundo o delegado responsável, das seis denúncias que estavam sendo apuradas, cinco envolviam meninos. O MPSC recebeu um dos casos para análise, enquanto a Justiça arquivou o outro por falta de provas.
Com a conclusão do inquérito, a polícia enviou o processo ao Ministério Público, que agora decidirá se oferecerá denúncia contra o psicólogo pelos novos casos. Caso a denúncia seja aceita, o que é provável, os julgamentos acontecerão na vara criminal de Brusque. Por fim, o psicólogo está preso desde abril.

