
O inquérito da Polícia Civil que investiga a morte do cão Orelha, em Florianópolis, vai indiciar dois empresários e um advogado por tentarem coagir uma testemunha do processo. Os três são parentes de pelo menos um dos quatro adolescentes investigados pelo crime.
As investigações são comandadas pela delegada Mardjoli Adorian Valcaregg, da Delegacia de Proteção Animal da Capital. Um vídeo feito por um porteiro de um prédio vizinho, flagrou imagens dos adolescentes carregando dois cães para o mar. Um deles, Caramelo, conseguiu fugir e sobreviveu. Orelha foi encontrado com muitos ferimentos e sinais de tortura, e precisou ser sacrificado.
O crime aconteceu na madrugada de 4 de janeiro, na Praia Brava, no Norte da Ilha. O porteiro que fez a filmagem foi afastado da função. Ele teria sido vítima de colação por parte dos três suspeitos, inclusive sob a mira de uma arma de fogo.
Cão Orelha foi sacrificado
Ainda na manhã de segunda-feira, três mandados de busca e apreensão cumpridos em endereços ligados aos suspeitos. Além de celulares e computadores, a Polícia encontrou uma quantidade de maconha. O objetivo era colher mais provas para a investigação do caso.
Até o momento, conforme a delegada, mais de 20 pessoas já foram ouvidas pela polícia como testemunhas. Entre eles estão os síndicos dos condomínios onde moram os suspeitos e moradores. Os adolescentes suspeitos são interrogados pela Delegacia de Adolescente em Conflito com a Lei. Dois deles viajaram para a Disney, logo após o crime, mas devem retornar nos próximos dias para serem ouvidos.

