
A Polícia Civil de Santa Catarina apura nesta sexta-feira (16), com prioridade, dois casos recentes de maus-tratos a cães ocorridos na Praia Brava, em Florianópolis, para esclarecer as circunstâncias das agressões, identificar os responsáveis e garantir a responsabilização criminal dos envolvidos.
Investigação avança na Delegacia de Proteção Animal
A Delegacia de Proteção Animal da Capital conduz as investigações. Em um dos episódios, o cão conhecido como Orelha foi encontrado com ferimentos graves. Diante da gravidade das lesões, o animal precisou ser eutanasiado. Agora, a polícia concentra esforços para reconstruir a dinâmica do caso e apontar quem praticou os maus-tratos.
Segundo caso também entra no radar
Além disso, a Polícia Civil investiga um segundo episódio envolvendo um cão caramelo. Conforme a denúncia, um adolescente teria levado o animal ao mar no colo. Apesar da situação, o cão conseguiu sair da água. Ainda assim, os investigadores analisam a conduta para verificar se houve crime, já que a exposição ao risco pode configurar maus-tratos.
Foco na possível participação de adolescentes
Ao mesmo tempo, a polícia apura a informação de que um grupo de adolescentes pode estar envolvido nos dois casos. Por isso, a equipe realiza diligências preliminares, coleta relatos e busca imagens que ajudem a esclarecer os fatos. Caso a autoria seja confirmada, o relatório será encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei, responsável pelos procedimentos quando há suspeitos menores de idade.
Denúncia de coação amplia investigação
Além dos maus-tratos, a Polícia Civil também investiga a suposta coação de uma testemunha. Segundo a denúncia, um pai e um policial civil teriam participado da intimidação. Se a suspeita se confirmar, a Delegacia de Proteção Animal vai instaurar procedimento específico para apurar crimes como coação no curso do processo e abuso de autoridade, ambos praticados por adultos.
Registro rápido é fundamental
Por fim, a Polícia Civil reforça que o registro das ocorrências deve ser feito o mais rápido possível. Dessa forma, a equipe consegue adotar medidas imediatas, como encaminhar o animal para perícia e buscar imagens que fortaleçam a investigação. As denúncias podem ser feitas pelo WhatsApp (48) 8844-1396.
Enquanto as investigações seguem, a Polícia Civil afirma que vai apurar todas as denúncias com rigor, reforçando o compromisso com a proteção dos animais e com a responsabilização de quem comete crimes.

