
A Polícia Civil de Santa Catarina intensificou o combate ao crime organizado e deflagrou uma operação contra o núcleo financeiro de uma facção que atuava no Morro do Caju, em Florianópolis. A ação ocorreu nesta quinta-feira (11), com apoio do 21º Batalhão da Polícia Militar, e resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens e contas bancárias. Ao mesmo tempo, os investigadores avançaram sobre uma apuração que busca identificar responsáveis pela movimentação de dinheiro ilícito e pela ocultação de patrimônio.
Polícia concentra investigação no setor financeiro da organização
Nesta nova fase da investigação, a Delegacia de Combate ao Crime Organizado da Capital direcionou os trabalhos para pessoas apontadas como integrantes do núcleo financeiro e patrimonial da facção.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos teriam participado diretamente da circulação de recursos, da ocultação de bens e de operações destinadas a lavar dinheiro proveniente de atividades criminosas. Além disso, os investigadores passaram a analisar o patrimônio e as movimentações bancárias dos envolvidos para rastrear a origem dos valores.
Ao longo da apuração, as equipes identificaram transações milionárias realizadas em um curto intervalo de tempo. Ao mesmo tempo, verificaram que os valores eram incompatíveis com a renda formal declarada pelos investigados, fato que reforçou as suspeitas.
Líder exercia domínio sobre a comunidade
Conforme apontam as investigações, o homem identificado pelas forças de segurança como principal liderança criminosa do Morro do Caju exercia forte influência sobre a região enquanto estava vivo.
De acordo com a Polícia Civil, ele controlava o território, intimidava moradores e monitorava constantemente a presença das forças de segurança. Além disso, utilizava estruturas de vigilância, drones e mantinha ocupações irregulares de imóveis para fortalecer o domínio da organização.
Ainda segundo os investigadores, o criminoso acumulava uma extensa ficha criminal, com registros por tráfico de drogas, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo, homicídios e confrontos armados contra policiais.
Investigação continua mesmo após morte do suspeito
Embora o apontado líder tenha morrido durante um confronto com equipes da Polícia Militar em janeiro de 2026, no próprio Morro do Caju, a investigação não foi interrompida.
Pelo contrário, a Polícia Civil ampliou o foco do trabalho e passou a buscar outros integrantes da organização. Além disso, os agentes seguem rastreando patrimônios supostamente adquiridos com recursos ilícitos e aprofundando a análise financeira para responsabilizar criminalmente todos os envolvidos.
Com isso, a corporação pretende enfraquecer a estrutura econômica da facção e impedir que recursos obtidos ilegalmente continuem financiando atividades criminosas na Capital catarinense.

