
A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu, na manhã de quarta-feira (3), três mandados de busca e apreensão em Brusque e avançou na investigação de um esquema de venda de bebidas falsificadas pela internet. A operação, conduzida pela Delegacia de Investigação de Crimes Ambientais e Crimes contra as Relações de Consumo (DCAC/DEIC), apura a distribuição de whisky contrafeito enviado para várias regiões do país.
De acordo com os investigadores, o suspeito utilizava uma conhecida plataforma de comércio eletrônico para comercializar as garrafas adulteradas. Além disso, ele distribuía o produto irregular a partir de dois apartamentos e um estabelecimento comercial ligados ao esquema. Durante as buscas, as equipes encontraram bebidas com fortes indícios de falsificação em um dos endereços.
A ação teve apoio do PROCON-SC, da Associação Brasileira de Bebidas (ABRAPE) e da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Brusque. Assim, as instituições reforçaram a fiscalização e ampliaram o alcance da operação.
Risco grave à saúde
As bebidas falsificadas representam ameaça direta à saúde pública. Isso porque esses produtos não passam por qualquer controle de qualidade ou fiscalização sanitária. Como resultado, podem conter substâncias tóxicas, concentração inadequada de álcool, contaminantes químicos e compostos capazes de provocar danos permanentes ao organismo.
Com o avanço das investigações, os suspeitos responderão por crimes contra a propriedade imaterial, crimes contra as relações de consumo e falsificação de produtos alimentícios. As penas previstas variam de quatro a oito anos de prisão, além de multas.

