
A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, nesta quinta-feira (20), a Operação Falsa Central e cumpriu nove mandados de busca e apreensão em São Paulo e Caraguatatuba, no litoral paulista. A ação investiga um grupo suspeito de aplicar golpes em clientes de um plano de saúde nacional.
A Delegacia de Defraudações da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) coordenou a operação. Além disso, a Polícia Civil de São Paulo apoiou o cumprimento das ordens judiciais.
Durante as buscas, os policiais apreenderam diversos telefones celulares e mais de R$ 27 mil. Conforme a investigação, o valor poderá ajudar a ressarcir o prejuízo da vítima.
Como os criminosos aplicavam o golpe?
Segundo a Polícia Civil, os investigados criaram um site falso e, por meio dele, desviavam as ligações dos clientes para uma central fraudulenta. Assim, as vítimas acreditavam que conversavam com funcionários do plano de saúde.
Em seguida, os golpistas enviavam um boleto falso e orientavam o cliente a realizar o pagamento. Depois disso, voltavam a telefonar para ampliar o prejuízo.
Em um dos casos investigados, a vítima pagou o boleto e, posteriormente, recebeu uma nova ligação. Na ocasião, os criminosos afirmaram que o valor teria sido estornado. Com essa mentira, convenceram a vítima a fazer mais duas transferências.
Quem participava do esquema?
A investigação identificou os suspeitos que recebiam os valores transferidos pela vítima. Além disso, os policiais localizaram os responsáveis por entrar em contato com os clientes e conduzir a fraude.
Agora, a Polícia Civil analisará os celulares e os demais materiais recolhidos. Dessa forma, os investigadores pretendem esclarecer a atuação de cada suspeito e verificar se o grupo aplicou o mesmo golpe contra outras pessoas.
Por quais crimes os investigados respondem?
Os investigados respondem por estelionato qualificado pelo uso de meio digital e associação criminosa. Entretanto, a investigação continua para reunir novas provas e definir a participação de cada envolvido.
Para evitar esse tipo de golpe, o consumidor deve conferir o nome do beneficiário antes de pagar qualquer boleto. Além disso, deve procurar diretamente os canais oficiais da empresa quando receber uma cobrança ou uma informação sobre suposto estorno.

