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Polícia aponta que tenente-coronel teria usado desembargador como “peça de xadrez”

Investigação aponta que suspeito teria tentado dar credibilidade à própria versão ao envolver autoridade no local do crime

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Polícia aponta que tenente-coronel teria usado desembargador como “peça de xadrez”

Nesta segunda-feira (30), a Polícia Civil de São Paulo afirma que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto usou o desembargador Marco Antônio Cogan como uma “peça de xadrez” para sustentar sua versão sobre a morte da soldado Gisele Alves Santana. Atualmente, a Justiça mantém Rosa Neto preso, e ele responde por feminicídio e fraude processual, embora negue os crimes.

Além disso, o delegado Lucas de Souza Lopes, responsável pela investigação, descreve o tenente-coronel como estrategista e manipulador. Segundo ele, Rosa Neto teria acionado o desembargador para dar mais credibilidade à narrativa, aproveitando o peso do cargo.

Desembargador não interferiu na ocorrência

Por outro lado, o desembargador não se apresentou como autoridade no local. Conforme o delegado, ele só mostrou a identificação funcional ao final da ocorrência, depois que policiais militares o questionaram.

Ao mesmo tempo, imagens de câmeras corporais registraram o desembargador visivelmente constrangido. Inicialmente, ele não queria entrar no apartamento; no entanto, acabou entrando diante da situação criada pelo tenente-coronel. Ainda assim, permaneceu por poucos minutos e não interferiu na ocorrência nem teve contato com objetos da cena do crime. Em vez disso, apenas ouviu a versão apresentada.

Polícia descarta influência no caso

Dessa forma, a polícia conclui que o tenente-coronel incluiu o desembargador na narrativa para aparentar influência. No entanto, os investigadores afirmam que essa suposta influência não se confirmou ao longo do caso.

Enquanto isso, o desembargador afirma que foi ao local como amigo, após ser informado sobre um suposto suicídio. Sua defesa acrescenta que prestará esclarecimentos, se necessário. Já a Polícia Civil reforça que ele não interferiu na cena do crime.

CNJ abre investigação sobre conduta

Paralelamente, o Conselho Nacional de Justiça abriu investigação para apurar a conduta do desembargador. O procedimento tramita sob sigilo no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Caso segue em apuração

Por fim, a investigação segue em andamento. A defesa do tenente-coronel informa que responderá às acusações no processo judicial.

Alice Soares

Sobre o autor

Alice Soares

Alice atua na cobertura do Guararema News na região da Grande Florianópolis. Com foco em temas do cotidiano de quem vive na região, a jornalista contribui com apuração e pesquisa de notícias nacionais, incluindo temas voltados ao entretenimento.

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