
O 12º Batalhão da Polícia Militar (PM) anunciou que vai acionar a Justiça para cobrar do médico investigado Marcelo Marques Costa os custos do tratamento do policial militar baleado durante uma operação em Camboriú, na terça-feira (4). O agente passou por cirurgia após um disparo atingir a perna dele e segue internado em estado estável.
Marcelo Marques Costa atua como gastroenterologista, possui registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e trabalha em Camboriú. Segundo a PM, ele reagiu à abordagem durante o cumprimento dos mandados e atirou contra as equipes policiais.
Além de cobrar as despesas hospitalares, a corporação pretende pedir o sequestro de bens do investigado e exigir indenização por danos morais e materiais causados ao policial ferido.
Médico preso durante operação do GAECO
Os policiais prenderam Marcelo Marques Costa logo após a troca de tiros. Em seguida, as autoridades autuaram o investigado por falsidade ideológica e tentativa de homicídio. Atualmente, ele permanece à disposição da Justiça.
A operação “Efeito Colateral”, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), motivou a ação policial em Camboriú.
O Ministério Público de Santa Catarina investiga um suposto esquema criminoso que utilizava atestados médicos ideologicamente falsos para beneficiar detentos do Complexo Penitenciário de Itajaí com pedidos de prisão domiciliar.
Polícia Militar acompanha recuperação do agente
As equipes prestaram socorro ao policial logo após o disparo. Na sequência, os socorristas encaminharam o agente ao hospital, onde os médicos realizaram procedimentos cirúrgicos.
Conforme a atualização divulgada pela Polícia Militar, o policial apresenta quadro estável e responde bem ao tratamento. Além disso, a corporação mantém acompanhamento permanente da recuperação do agente e oferece suporte à família.
A PMSC também reforçou que buscará responsabilização criminal e reparação financeira pelos prejuízos causados durante a ocorrência.
Investigação aponta uso de laudos falsos
Segundo o Ministério Público, os investigadores encontraram indícios de que o grupo utilizava documentos médicos fraudulentos para fundamentar pedidos judiciais de liberdade e prisão domiciliar.
Além disso, as apurações indicam que vários beneficiados pelo esquema possuem ligação com organizações criminosas. Em diversos casos, os detentos romperam tornozeleiras eletrônicas após deixarem o sistema prisional e passaram a fugir da Justiça.
O procedimento segue sob sigilo judicial, e o Ministério Público, por meio do GAECO, poderá divulgar novas informações conforme o avanço das investigações.

