
Uma menina de 12 anos denunciou o próprio pai por uma sequência de abusos sexuais cometidos em Florianópolis. A descoberta ocorreu após a criança relatar as agressões à mãe e mostrar mensagens de WhatsApp que comprovam o crime. Diante das evidências, a família acionou as autoridades, revelando um histórico de assédio e intimidação que durava mais de um ano.
Mensagens revelam rotina de abusos
Ao examinar o celular da filha, a mãe encontrou textos em que o homem comentava sobre o corpo da menina e fazia propostas obscenas. Além disso, a vítima relatou em depoimento que o pai a obrigava a enviar fotos nua e a contar histórias de cunho sexual.
Em virtude do medo, a criança chegava a dormir no chão do quarto da mãe para evitar a aproximação do agressor. O desespero era tamanho que a menina chegou a pedir para morar em um orfanato. Posteriormente, ao ser confrontado pela esposa, o homem admitiu os crimes e pediu perdão.



Decisão judicial gera revolta na família
Embora a Polícia Civil e o Ministério Público tenham solicitado a prisão preventiva do investigado, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) negou o pedido. Em vez disso, o juiz aplicou apenas uma medida protetiva com validade de 90 dias, proibindo o homem de se aproximar a menos de 500 metros da vítima.
A decisão causou indignação na mãe, que questionou a duração e a brandura da medida frente à gravidade do caso. Atualmente, o homem responde em liberdade, e o processo corre em segredo de Justiça para preservar a identidade da menor.
Histórico de denúncias
As investigações apontam que este não é o primeiro caso envolvendo o suspeito. De acordo com a mãe, o homem já possui outro boletim de ocorrência registrado por outra mulher, também por suposto abuso contra outra criança. Até o momento, o TJSC não se manifestou sobre o andamento do processo, alegando restrições legais devido ao sigilo judicial.

