
Uma ossada humana encontrada em uma área de mata no Morro da Brava Norte, em Itajaí, mobilizou forças de segurança e abriu uma investigação para esclarecer a identidade da vítima e as circunstâncias da morte. Os restos mortais estavam próximos ao caminho que dá acesso ao Canto do Morcego e foram localizados na manhã de quarta-feira (10) durante um levantamento topográfico na região.
O achado ocorreu na altura da primeira curva da Rua Vereador Hermínio Gervásio. Segundo a Polícia Militar, o profissional responsável pelo trabalho acionou a Central Regional de Emergência por volta das 9h30 após se deparar com os ossos em meio à vegetação.
Diante da ocorrência, equipes da PM isolaram a área e acionaram a Polícia Civil e a Polícia Científica. Como os vestígios indicam que a morte ocorreu há bastante tempo, os peritos iniciaram os procedimentos para tentar identificar a vítima e reconstruir o que aconteceu no local.
Objetos encontrados podem ajudar na investigação
Além da ossada, os agentes localizaram alguns objetos espalhados nas proximidades. Entre eles estavam uma jaqueta, um tênis e um cadarço. No entanto, os policiais não encontraram documentos ou qualquer outro material que permitisse identificar a vítima de forma imediata.
Enquanto os trabalhos avançavam, um morador da região relatou aos policiais que, no ano passado, percebeu um forte odor de decomposição ao passar por uma via próxima ao ponto onde os restos mortais foram encontrados. A informação agora integra o conjunto de elementos analisados pelos investigadores.
Perícia busca respostas sobre identidade da vítima
De acordo com o delegado Roney Péricles, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Itajaí, ainda não é possível determinar o sexo da vítima nem o período exato da morte.
Após o recolhimento dos ossos, a Polícia Científica iniciou os exames periciais que poderão apontar características da vítima e auxiliar na identificação. Caso surjam indícios sobre quem seria a pessoa encontrada, familiares poderão fornecer material genético para comparação de DNA.
Por outro lado, se não houver suspeitas ou possíveis identificações, os peritos encaminharão o perfil genético para o Banco Nacional de Perfis Genéticos. Dessa forma, os investigadores tentarão encontrar correspondências que ajudem a solucionar mais um mistério registrado na região de Itajaí.
A Polícia Científica orienta que familiares de pessoas desaparecidas registrem boletim de ocorrência na Polícia Civil e, posteriormente, realizem a coleta de material genético para auxiliar futuras comparações e processos de identificação.

