
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a Operação Panóptico na manhã desta segunda-feira (15). A megaoperação nacional visa desarticular uma facção criminosa que comanda crimes de dentro dos presídios. Cerca de mil policiais cumprem 559 mandados judiciais em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. De acordo com as investigações, os agentes cumprem ordens de prisão e de busca e apreensão na cidade de Joinville, Norte Catarinense.
Operação teve alvos dentro e fora das prisões
O Ministério Público do Paraná coordena a ofensiva interestadual. Ao todo, os juízes expediram 304 mandados de prisão e 255 de busca e apreensão. Como resultado da estratégia de inteligência, os policiais concentraram grande parte das buscas dentro de estabelecimentos prisionais. Nessas unidades, as equipes cumpriram 176 mandados de prisão e 92 de busca contra criminosos que já estavam encarcerados.
Por outro lado, a operação também caçou integrantes da facção que operavam nas ruas. Nas primeiras horas da manhã, as equipes prenderam 97 suspeitos que estavam em liberdade. Os policiais confiscaram drogas como cocaína, crack e maconha, além de oito armas de fogo, R$ 12 mil em dinheiro e um bloqueador de sinal de tornozeleira eletrônica. Além disso, os agentes fecharam uma fábrica de refino de entorpecentes em Curitiba.
Confrontos e mortes
As diligências do Gaeco também registraram momentos de forte violência. Dois suspeitos procurados pela Justiça reagiram às abordagens policiais e morreram em confrontos armados nas cidades paranaenses de Cambé e Nova Londrina. Durante o tiroteio em Cambé, um policial militar acabou ferido na mão por estilhaços, mas recebeu atendimento médico e passa bem.
O Ministério Público informou que o nome da operação, “Panóptico”, faz referência ao conceito de vigilância constante e permanente, popularizado pelo sociólogo Michel Foucault. As polícias Civil e Militar de Santa Catarina seguem dando apoio logístico às ações da operação no Norte do estado.

