
Na madrugada desta terça-feira (21) o 18º Batalhão de Polícia Militar de Santa Catarina participou de uma ação conjunta com a Polícia Civil do Estado do Paraná. Durante a operação, a Polícia Militar de Brusque prendeu um homem pelo crime de latrocínio e uma mulher pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.


As prisões fazem parte da 2ª fase da Operação “Dom Pablo”, que prendeu 42 pessoas em ação simultânea no Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Portanto, ocorreram ações em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul; Bombinhas e Brusque, em Santa Catarina; e em Ourinhos, Hortolândia e São Paulo, no Estado de São Paulo. No Paraná, os mandados foram cumpridos em Santo Antônio da Platina, no Norte Pioneiro; Londrina, Cambé e Jataizinho, no Norte; e Paranavaí, no Noroeste.
As apurações indicam que o grupo movimentou aproximadamente R$ 120 milhões desde 2021, cifra que demonstra a capacidade de infiltração e o nível de organização alcançado pela rede criminosa. Os valores foram movimentados entre pessoas e entre empresas e também na aquisição de bens, como imóveis e veículos, a fim de ocultar a sua origem.
Ação integrada contra o tráfico
Mais de 350 policiais participaram da operação, com a missão de cumprir os mandados, combater a lavagem de dinheiro e promover a descapitalização da organização investigada. A ação contou com o apoio das polícias militares de São Paulo e Santa Catarina e da Polícia Federal, que atuou no cumprimento dos mandados no Mato Grosso do Sul.
Entre os presos, 36 foram capturados em cumprimento a mandados de prisão e outros seis foram autuados em flagrante por crimes como tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.
Busca e apreensão durante operação
Os policiais também cumpriram 48 ordens de busca. Elas resultaram na apreensão de diversas armas, porções de drogas, documentos e celulares, que serão periciados para subsidiar novas fases da investigação. Além dos ilícitos, foram apreendidos R$ 700 mil em espécie.
Ainda, os agentes cumpriram ordens de bloqueio de contas bancárias e de sequestro de 15 veículos de luxo avaliados em R$ 2,5 milhões e de quatro imóveis ligados aos investigados. As medidas têm como objetivo enfraquecer financeiramente a organização e interromper as conexões que sustentam sua estrutura criminosa.








Investigação
Conforme informações da Polícia Civil do Paraná, a investigação teve início em abril de 2024, em Jacarezinho, no Norte do Paraná. Em junho do mesmo ano, foram presos dois homens apontados como líderes do grupo. Eles foram capturados em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e os aparelhos apreendidos foram submetidos a perícia.
“Com estas prisões e as investigações precisas e robustas que se seguiram, nós conseguimos apurar mais elementos probatórios sobre a atuação dessa organização criminosa, nos permitindo chegar à deflagração desta segunda fase da operação com foco nos membros envolvidos diretamente com a lavagem do dinheiro do tráfico de drogas”, disse o delegado da PCPR Amir Salmen.
O grupo atuava trazendo drogas da fronteira do Brasil com o Paraguai e do Paraná com outros estados, como o Mato Grosso do Sul. A partir disso, fazia a distribuição no Norte e no Norte Pioneiro do Estado.

