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Operação encontra 105 animais silvestres abatidos e leva quatro à prisão em SC

Esquema foi descoberto após trabalho de inteligência da Polícia Ambiental

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Operação encontra 105 animais silvestres abatidos e leva quatro à prisão em SC
Fotos: Divulgação / Polícia Militar de Santa Catarina

Uma operação da Polícia Militar Ambiental revelou um esquema de caça ilegal e armazenamento de animais silvestres abatidos no município de Ibiam, no Meio-Oeste de Santa Catarina. A ação resultou na prisão de quatro pessoas, além da apreensão de armas, munições e diversos equipamentos utilizados na atividade criminosa.

As investigações começaram após denúncias anônimas que apontavam a prática recorrente de caça clandestina na região. Em seguida, equipes do Comando de Polícia Militar Ambiental (CPMA) realizaram levantamentos e reuniram elementos que embasaram o pedido judicial.

Posteriormente, a Vara Regional de Garantias da Comarca de Caçador autorizou os mandados de busca e apreensão, após parecer favorável da 1ª Promotoria de Justiça de Joaçaba.

Operação mobilizou 33 policiais

A ofensiva, denominada Operação Predador Oculto, ocorreu na quinta-feira (18) e reuniu policiais militares ambientais de diversas unidades do 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), sediado em Chapecó. Além disso, guarnições do Patrulhamento Tático Motorizado e do 26º Batalhão da Polícia Militar, de Herval d’Oeste, reforçaram a ação.

Ao todo, 33 policiais atuaram simultaneamente em cinco endereços para cumprir as ordens judiciais.

Arsenal e animais congelados chamaram atenção

Durante as buscas, os policiais apreenderam 16 armas de fogo de diferentes calibres, acessórios, munições e materiais usados na caça ilegal. Entretanto, a descoberta mais impactante ocorreu com a localização de 105 animais silvestres abatidos e mantidos congelados, situação que evidenciou a dimensão dos crimes ambientais investigados.

Além disso, os agentes recolheram acessórios de uso proibido e outros objetos relacionados à prática da caça. Em razão dos fatos, quatro suspeitos receberam voz de prisão e seguiram para a Central de Plantão Policial (CPP) de Joaçaba, juntamente com todo o material apreendido.

Investigados também responderão na esfera cível

Além das acusações criminais, os envolvidos poderão responder administrativamente e na esfera cível pelos danos causados à fauna. As autoridades destacam que a caça ilegal representa uma ameaça direta ao equilíbrio ambiental e compromete a preservação das espécies nativas.

O que prevê a legislação

A Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, proíbe matar, perseguir, caçar, capturar ou utilizar animais silvestres sem autorização dos órgãos competentes. O artigo 29 estabelece pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa. A punição pode aumentar quando a prática envolve espécies raras, ameaçadas de extinção ou ocorre em unidades de conservação.

Além disso, a posse irregular de arma de fogo e de acessórios de uso proibido configura crime previsto no Estatuto do Desarmamento. Dependendo do caso, as penas podem variar de um a seis anos de prisão, sem prejuízo das sanções administrativas, da perda dos materiais apreendidos e da obrigação de reparar os danos ambientais provocados.

Murilo José

Sobre o autor

Murilo José

Jornalista do Guararema News, atua na região do médio Vale do Itajaí e Litoral Norte. Suas pautas geralmente são direcionadas a assuntos factuais que tem impacto no dia a dia da comunidade. Murilo também atua com reportagens especiais em projetos autorais. Além disso, também contribui com conteúdo esportivo.

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