Região Brasil

MPDFT mira BRB em operação sobre fraude contra servidores

Investigação apura supostas irregularidades em descontos na folha de pagamento e cumpre 50 mandados nesta sexta-feira

Autor
MPDFT mira BRB em operação sobre fraude contra servidores
Foto: GAECO/Divulgação

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19), a Operação Juros Zero para investigar um suposto esquema de fraude envolvendo descontos na folha de pagamento de servidores públicos do Distrito Federal. Ao mesmo tempo, a força-tarefa cumpriu 50 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Curitiba e em São Paulo. A investigação alcança o Banco de Brasília (BRB), o PicPay, órgãos do Governo do Distrito Federal e dirigentes ligados às instituições.

Investigadores cumprem mandados e ampliam apuração

Logo nas primeiras horas do dia, promotores e agentes iniciaram as diligências autorizadas pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Em seguida, equipes da Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, da Promotoria de Defesa do Consumidor e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) passaram a recolher documentos e outros elementos considerados relevantes para o inquérito.

Além disso, a operação também tem como alvo atuais e antigos gestores. Entre os investigados estão Ney Ferraz Júnior, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Eduardo Chedid Simões, diretor do PicPay.

Ministério Público investiga descontos em folha

Segundo o MPDFT, a investigação concentra esforços para esclarecer possíveis irregularidades em operações financeiras vinculadas diretamente à folha de pagamento dos servidores do Governo do Distrito Federal.

Conforme os investigadores, relatórios produzidos pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal identificaram descontos relacionados à antecipação salarial que podem ter ocorrido de forma irregular. Além disso, os documentos apontaram um crescimento expressivo dessa modalidade entre 2024 e 2025, fato que chamou a atenção dos órgãos de controle.

Por isso, o Ministério Público agora busca entender como essas cobranças foram autorizadas, de que maneira elas ocorreram e quem pode ter se beneficiado do suposto esquema.

Associação de servidores também entrou no radar

Ao mesmo tempo, outra linha de investigação analisa consignações facultativas destinadas a uma associação de servidores públicos do Distrito Federal.

De acordo com o MPDFT, os descontos em favor da entidade cresceram de maneira considerada incompatível com sua estrutura operacional. Diante desse cenário, os investigadores passaram a verificar se aposentados e servidores da ativa sofreram prejuízos financeiros.

Além disso, a força-tarefa pretende identificar se houve falhas de controle ou participação de terceiros na execução das operações.

Apuração continua e pode gerar novas medidas

Neste momento, o Ministério Público segue reunindo provas para esclarecer os fatos e definir eventuais responsabilidades civis, administrativas e criminais.

Enquanto isso, os órgãos responsáveis ainda analisam o material apreendido durante a operação. Até agora, não houve divulgação de denúncias formais nem de um balanço definitivo sobre as diligências realizadas. A expectativa é que as próximas etapas da investigação esclareçam o alcance do suposto esquema e seus impactos sobre milhares de servidores públicos.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

Ver todas as matérias de Ismael Melo