
A mulher que confessou ter matado e congelado o marido em um freezer, em Lacerdópolis, no Meio-Oeste catarinense foi denunciada pela Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A informação foi divulgada no final da tarde desta terça-feira (7). O crime ocorreu numa comunidade do interior do município, a Linha São Braz, no dia 14 de novembro do ano passado. A ação, de denúncia, é da Promotoria de Justiça da Comarca de Capinzal, cidade vizinha. A acusada é Claudia Tavares Hoeckler, de 40 anos. A vítima foi o marido dela, marido Valdemir Hoeckler, de 52 anos.
Ela foi presa logo após a polícia descobrir o crime e nesta semana teve um pedido de habeas corpus negado e segue presa preventivamente no Presídio Regional Feminino de Chapecó. Segundo a denúncia do MP, Claudia teria dopado o marido com medicamentos para que ele dormisse. Na sequência, amarrou seus pés, pernas e braços. Depois, colocou uma sacola plástica na cabeça do homem vedando o plástico com borrachas para impedir a passagem do ar, até mata-lo. A seguir, ela escondeu o corpo em um freezer de sua casa e no dia seguinte registrou um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento do marido.
Após intensas buscas que envolveu autoridades e comunidade, e após a mulher prestar depoimento e “deixar algumas lacunas”. Diante das inconsistências a Polícia Civil solicitou e recebeu autorização da mulher para realizar perícia no interior da casa. Horas antes da perícia chegar, a polícia foi avisada que a mulher havia fugido. Nas buscas na residência, no dia 19 de novembro, foi encontrado o corpo do homem congelado no freezer. Claudia se entregou à polícia na tarde do dia 21 de novembro
A Promotoria recomenda que a acusada seja submetida a júri popular por homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. A mulher alega que decidiu tirar a vida do companheiro por não suportar mais ser agredida, perseguida e humilhada pelo homem. Em entrevista, assim como no depoimento à polícia, Claudia aparentando tranquilidade disse: “Vou estar presa, mas estou leve. Tive que tomar essa decisão, porque vi que era ele ou eu. Ele não ia me deixar em paz nunca”.

