
A atuação de uma frente fria e a formação de um ciclone extratropical devem aumentar a instabilidade em 13 estados nesta semana. Entre terça-feira (6) e sexta-feira (9), Sul, Sudeste, Centro-Oeste e parte do Norte podem registrar chuva forte, rajadas de vento e temporais.
Além disso, algumas regiões devem receber volumes elevados. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a chuva pode superar 150 milímetros até sexta-feira. Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro também podem registrar acumulados significativos.
Frente fria espalha temporal
Nesta terça-feira, a instabilidade se concentra principalmente no Sul e no Sudeste. A frente fria mantém um corredor de umidade sobre São Paulo, Minas Gerais e parte do Rio de Janeiro.
Por isso, praticamente todo o território paulista pode registrar chuva forte e temporais durante a tarde. Da mesma forma, grande parte de Minas Gerais e as regiões central e sul do Rio de Janeiro também ficam sob risco.
No Sul, Paraná e o litoral norte de Santa Catarina devem receber chuva mais intensa. Enquanto isso, o Rio Grande do Sul tende a registrar aumento da instabilidade ao longo dos próximos dias.
Ciclone deve se formar no Sul
A situação deve ganhar força entre quinta (8) e sexta-feira (9). Nesse período, um cavado, que é uma área alongada de baixa pressão, deve intensificar a instabilidade e favorecer a formação de um ciclone extratropical no sábado (10).
Com o novo sistema, a circulação de umidade deve aumentar sobre o Sul. Consequentemente, áreas de tempestade podem atingir o noroeste e o centro do Rio Grande do Sul, o meio-oeste de Santa Catarina e o leste do Paraná.
Chuva pode superar 150 mm
O Rio Grande do Sul concentra a previsão de maiores acumulados da semana. Até o fim da sexta-feira, áreas do noroeste, oeste e norte do estado podem superar 150 milímetros de chuva.
Em Santa Catarina, os volumes podem se aproximar de 100 milímetros na região de Chapecó. Já no Paraná, a previsão indica acumulados próximos de 90 milímetros entre as regiões leste e oeste.
Diante desse cenário, a chuva persistente pode provocar alagamentos, elevar o nível de rios e córregos e aumentar o risco de deslizamentos em áreas vulneráveis.
Sudeste mantém instabilidade
A frente fria também mantém o tempo instável no Sudeste nesta terça e quarta-feira (7). São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro concentram os principais riscos de temporais no início da semana.
Na quarta-feira, a chuva mais intensa deve avançar sobre o Rio de Janeiro e áreas do Triângulo Mineiro. Ao longo da semana, os maiores acumulados podem ultrapassar 90 milímetros no leste de Minas Gerais e na região central fluminense.
A partir de quinta e sexta-feira, porém, a instabilidade deve perder força. Ainda assim, pancadas isoladas podem atingir São Paulo e o oeste de Minas Gerais.
Chuva também atinge o Centro-Oeste
Mato Grosso do Sul e o sul de Goiás também entram na rota da instabilidade. Nesta terça-feira, a previsão indica chuva intensa no leste de Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso.
Na quarta-feira, a tendência aponta redução da intensidade das precipitações. Entretanto, novas áreas de instabilidade podem provocar chuva mais espalhada em Mato Grosso do Sul a partir de quinta-feira.
Até o fim da semana, algumas regiões do estado podem acumular mais de 50 milímetros.
Instabilidade chega ao Norte
A chuva forte também avança por áreas da Região Norte. Nesta terça-feira, o oeste do Amazonas pode registrar tempestades. Durante a noite, as áreas de instabilidade devem avançar para o Acre e o norte de Rondônia.
Na quarta-feira, o oeste do Amazonas continua com possibilidade de chuva. Enquanto isso, Pará, Amapá e Tocantins devem registrar períodos de sol.
Entre quinta e sexta-feira, a chuva deve se concentrar principalmente no Acre e em Rondônia. Ainda assim, o oeste do Amazonas pode continuar com áreas de instabilidade.
Sul exige atenção no fim da semana
Embora o Sudeste deva registrar uma redução da chuva a partir de quinta-feira, o Sul seguirá sob influência dos sistemas meteorológicos. Dessa forma, a formação e o fortalecimento do ciclone extratropical mantêm a atenção principalmente sobre o Rio Grande do Sul.
Por isso, moradores de áreas vulneráveis devem acompanhar a previsão e os alertas meteorológicos. Em locais com chuva persistente, o risco de alagamentos, transbordamentos e deslizamentos pode aumentar.

