
A cadela Pretinha, companheira inseparável do cão Orelha, morreu na noite desta segunda-feira (9) em Florianópolis. O animal estava sob tratamento intensivo para combater a dirofilarose (doença do verme do coração) e um quadro avançado de insuficiência renal.
Pretinha morre
O empresário Bruno Ducatti confirmou o falecimento de Pretinha, a quem adotou oficialmente após a morte de Orelha em janeiro deste ano. Em nota publicada nas redes sociais, Ducatti destacou que mobilizou todos os recursos médicos, mas não conseguiu reverter o quadro devido à gravidade da doença, descrita por ele como “silenciosa e cruel”.
Luta contra o tempo
Desde que foi resgatada das ruas, Pretinha passou por uma rotina hospitalar rigorosa, incluindo:
- Sessões de hemodiálise;
- Transfusões de sangue;
- Internação em UTI veterinária com monitoramento 24 horas.
Dessa forma, a equipe médica veterinária já considerava o prognóstico reservado, estimando as chances de cura em cerca de 40%. “A medicina encontrou seus limites. Não houve omissão, descaso ou abandono. Houve luta até o fim”, escreveu o tutor em sua carta aberta.
Legado de união
A história de Pretinha e Orelha mobilizou moradores da Praia Brava e ativistas de todo o país. A dupla vivia como cães comunitários e era conhecida pela forte conexão. Ou seja, Orelha era visto como o protetor de Pretinha. De acordo com protetores, a visibilidade gerada pela morte de Orelha permitiu que as pessoas finalmente identificassem e tratassem o estado de saúde debilitado de Pretinha.
Por fim, para o empresário Bruno Ducatti, a marca deixada pelos animais “ultrapassa a Praia Brava” e serve como um alerta para a situação de milhares de animais “invisíveis” que sofrem com doenças crônicas nas ruas.

