
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) se manifestou favorável ao bloqueio de R$ 667 mil em bens do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, assassino confesso do gari Laudemir Fernandes. O crime aconteceu no dia 11 de agosto, em Belo Horizonte. Renê usou a arma da sua esposa, que é delegada de Polícia. Ele continua preso.
A medida foi solicitada nesa quinta-feira (4), após o indiciamento de Renê e de sua esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira. O pedido agora será analisado pela Justiça.
A solicitação foi feita com o objetivo de garantir uma indenização por danos morais para a filha do gari, de 15 anos. O pedido também prevê o pagamento de pensão mensal e o custeio do tratamento psicológico. O MPMG considerou a quantia de R$ 500 mil em danos morais e de R$ 167 mil referentes ao pensionamento, considerando um período de dez anos, até que a adolescente complete 25 anos.
O conteúdo das gravações encontradas no celular de Renê foi usado pela Policia Civil na conclusão do inquérito. O Tribunal de Belo Horizonte recebeu a íntegra do documento. No auidio enviado ao chefe, Renê mente, e afirma que enfrentou um engarrafamento, mas em nenhum momento informa que atirou no Gari. Confira:
A defesa havia solicitado o bloqueio dos bens de Renê e da delegada Ana Paula Nogueira. No entanto, o MPMG não acatou o pedido dos advogados por entender que ela não seria juridicamente responsável pelo homicídio, mesmo tendo deixado sua arma com Renê, assassino confesso do gari.
“Assim, neste momento processual, não é possível afirmar a probabilidade do direito da requerente em face da segunda requerida. Contudo, a eventual existência de solidariedade entre os requeridos poderá ser melhor analisada pela requerente no curso do processo, permitindo a revisão desse entendimento”, diz o documento, que sinaliza que a decisão pode ser revista durante o processo.
Em agosto, a defesa da família de Laudemir havia pedido o bloqueio no valor de R$ 3 milhões. Na ocasião, a solicitação foi negada pela Justiça, que entendeu que o pedido seria prematuro. O argumento foi de que o inquérito ainda estava em andamento, o que não justificaria a indisponibilidade patrimonial.
Ainda segundo o documento que pede o bloqueio de R$ 667 mil, os advogados de Renê poderão apresentar “contestação no prazo legal”.
Nesta semana, um novo vídeo circulou nas redes sociais, desta vez mostrando Renê se divertindo com uma arma de fogo. Nas imagens, ele faz um disparo com uma espingarda para o alto, durante uma confraternização com amigos. Veja:

