
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a Operação “Minério do Vale”. A investigação mira um esquema de exploração mineral irregular em uma mineradora em Aurora, no Alto Vale do Itajaí, que contava com o uso abusivo de bens e servidores públicos.
Ao todo, os agentes cumpriram 10 mandados de busca e apreensão nas cidades de Aurora, Navegantes e Criciúma. Além das buscas, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina determinou a suspensão imediata de todas as atividades da mineradora investigada.
Entenda o esquema na mineradora
A investigação, conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), revelou que uma empresa privada assumiu a extração de pedras em uma área arrendada pelo município de Aurora. No entanto, a empresa operava de forma clandestina, sem qualquer licença ambiental ou direito de lavra, utilizando-se apenas das autorizações que pertenciam exclusivamente à prefeitura.
Para agravar a situação, o grupo utilizava maquinário, estrutura e até caminhões oficiais do município para transportar o material extraído, transformando o patrimônio público em lucro privado.
Envolvimento de políticos e lavagem de dinheiro
Os indícios coletados apontam que o esquema funcionava através de um conluio entre particulares, um ex-agente político e um ex-agente público. De acordo com o MPSC, a estrutura criminosa também realizava pagamentos incompatíveis e movimentações financeiras suspeitas, configurando possível lavagem de capitais.
Durante as buscas realizadas nesta manhã, as autoridades apreenderam:
- R$ 50 mil em espécie;
- Duas armas de fogo (que passarão por perícia);
- Documentos e dispositivos eletrônicos.
Próximos passos
A operação contou com o apoio técnico da Polícia Científica e da Polícia Militar Ambiental para mensurar os danos nas áreas exploradas. Atualmente, a investigação tramita em sigilo. Por fim, assim que os autos se tornarem públicos, o MPSC deve divulgar novos detalhes sobre os envolvidos e o montante total do prejuízo.

