
A Polícia Federal prendeu, nesta sexta-feira (31), suspeitos ligados ao Comando Vermelho (CV) em Florianópolis e Brusque, durante uma grande operação contra o crime organizado. As ações em Santa Catarina fazem parte de uma ofensiva coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Pará (FICCO/PA). A Polícia Federal atua para desarticular uma rede criminosa transnacional ligada ao tráfico de drogas, extorsões e atentados contra agentes de segurança pública.
Ao longo da operação, equipes da Polícia Federal cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão nas duas cidades catarinenses. Além disso, a Polícia Federal realizou outras prisões no estado do Pará. Segundo a PF, nove pessoas foram presas até o momento em diferentes estados, mas o número pode aumentar conforme o avanço das diligências.
Os alvos ocupavam posições de liderança no Comando Vermelho, sendo responsáveis por planejar e coordenar ações violentas, como incêndios, homicídios, roubos e ataques contra servidores públicos. De acordo com a investigação, muitos dos suspeitos estavam foragidos do sistema prisional e continuavam atuando de forma remota.
No total, a Justiça expediu 33 mandados de prisão preventiva. A operação segue em andamento para capturar os investigados que ainda permanecem foragidos.
Além da Polícia Federal, participaram da ação o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), a Secretaria de Administração Penitenciária do Pará e as Polícias Civis dos estados do Pará e de Santa Catarina. A FICCO/PA representou o caso à Vara de Combate ao Crime Organizado, e o Tribunal de Justiça do Pará expediu os mandados.
Prisões em SC ocorrem após megaoperação no Rio de Janeiro
As prisões em Santa Catarina ocorreram poucos dias depois da Operação Contenção, considerada pelo governo do Rio de Janeiro o maior golpe da história contra o Comando Vermelho. Deflagrada na terça-feira (28), a ação mobilizou cerca de 2.500 agentes das Polícias Civil e Militar e deixou mais de 120 mortos nos complexos do Alemão e da Penha.
A ofensiva teve como objetivo conter o avanço territorial da facção e cumprir dezenas de mandados de prisão. Entre os alvos estavam 30 criminosos de outros estados, inclusive líderes do CV ligados a células do Pará, que estariam escondidos no Rio.
Durante a operação, as forças de segurança prenderam 113 pessoas e apreenderam 118 armas, além de 14 explosivos e grande quantidade de drogas.

