
Uma organização criminosa envolvida no tráfico interestadual de drogas sofreu um golpe milionário nesta quinta-feira (7). A Operação Hydra atingiu o grupo após 12 meses de investigação e revelou a movimentação de mais de 1,3 tonelada de entorpecentes. Além disso, a ofensiva causou um prejuízo estimado em R$ 16,2 milhões ao crime organizado.
A ação reuniu a Polícia Militar de Santa Catarina, a Polícia Militar do Paraná e o Ministério Público do Paraná. Juntas, as forças de segurança cumpriram mandados em Santa Catarina, Paraná e São Paulo. O objetivo principal foi desmontar a estrutura de uma facção com base operacional na Grande Curitiba.
O caso teve início em maio de 2025, após uma apreensão de drogas no Centro de Balneário Camboriú. A partir dessa ocorrência, policiais ampliaram a apuração e identificaram conexões interestaduais.
Desde então, setores de inteligência cruzaram dados, monitoraram suspeitos e mapearam a rede criminosa. Como resultado, diversas operações ocorreram ao longo do último ano.
Mais de uma tonelada de drogas apreendida
Durante esse período, os agentes prenderam 22 pessoas. Além disso, apreenderam uma arma de fogo, 14 celulares e R$ 1.999 em dinheiro.
No entanto, o maior impacto apareceu no volume de drogas retirado de circulação. Ao todo, as equipes apreenderam 626 quilos de cocaína, 703 quilos de maconha e 51 quilos de crack.
Somadas, as cargas ultrapassam 1,3 tonelada de drogas.
Nova ofensiva cumpre dezenas de mandados
Nesta quinta-feira, a operação entrou em uma nova fase. Ao mesmo tempo, policiais cumpriram 34 mandados de busca e apreensão e 34 mandados de prisão.
Em Santa Catarina, as equipes executaram 11 buscas e 14 prisões. Entretanto, três dos investigados já estavam presos anteriormente.
Hydra simboliza poder de reorganização
O nome da operação faz referência à criatura mitológica Hydra, conhecida pela capacidade de se regenerar. Segundo os investigadores, a comparação representa a forma como o grupo tentava reconstruir suas atividades mesmo após ações policiais.
Agora, com a nova ofensiva, as autoridades buscam sufocar a logística da facção. Dessa forma, o objetivo é interromper o fluxo de drogas e enfraquecer a atuação da organização nos três estados.

