
Um major aposentado da Polícia Militar acabou preso na noite de sábado (28) após agredir a própria esposa dentro da residência do casal, em Santo André, na região metropolitana de São Paulo. Ricardo Azevedo da Silva, de 54 anos, agora responde por violência doméstica, lesão corporal, ameaça e desacato.
Inicialmente, uma denúncia anônima alertou a Polícia Militar sobre uma possível situação de violência doméstica em uma casa no bairro Vila Scarpelli. Logo depois, uma guarnição seguiu até o endereço para verificar a ocorrência.
Ao entrar no imóvel, os policiais encontraram a vítima trancada em um quarto ao lado da filha. Em seguida, a mulher relatou que o companheiro a atacou com mordidas no rosto e ainda tentou estrangulá-la durante a agressão. Além disso, ela afirmou que a filha evitou uma tragédia ao gritar por socorro no momento do ataque.
Enquanto atendiam a ocorrência, os militares localizaram Ricardo Azevedo da Silva dentro da casa com sinais visíveis de embriaguez. Na sequência, a equipe realizou buscas no imóvel, porém não encontrou armas nem objetos ilícitos.
Apesar da presença da polícia, o major aposentado reagiu à abordagem e ainda ameaçou os agentes durante a tentativa de detenção. Diante da resistência, os policiais contiveram o suspeito e o conduziram à delegacia.
Investigação criminal e apuração na PM
A Polícia Civil registrou o caso no 2º Distrito Policial de Santo André e abriu investigação para apurar os crimes de violência doméstica, lesão corporal, injúria, ameaça e desacato.
Por se tratar de um oficial da reserva da corporação, as autoridades encaminharam Ricardo Azevedo da Silva ao Presídio Militar Romão Gomes, localizado na zona norte da capital paulista. No local, ele permanecerá à disposição da Justiça.
Além disso, a Corregedoria da Polícia Militar iniciou uma apuração interna para analisar a conduta do oficial aposentado.
Em 2024, Ricardo Azevedo da Silva tentou ingressar na política. Naquele ano, ele disputou uma vaga na Câmara Municipal de Santo André pelo Partido Liberal (PL). No entanto, recebeu 808 votos e não conquistou nem mesmo a suplência. Durante a campanha, o então candidato afirmava nas redes sociais que a cidade precisava de uma “liderança forte” para garantir progresso e desenvolvimento.

