
A Polícia Civil prendeu, na tarde desta quarta-feira (24), a mãe e o padrasto de um menino de dois anos e seis meses que morreu após dar entrada em hospitais com graves lesões pelo corpo. A Justiça expediu os mandados de prisão preventiva durante a investigação que apura maus-tratos e homicídio contra a criança, moradora de José Boiteux, no Alto Vale do Itajaí.
Os policiais cumpriram os mandados em José Boiteux e Presidente Getúlio. Além disso, as equipes realizaram buscas e apreensões e recolheram celulares dos investigados e de um terceiro morador para perícia.
A investigação avançou depois que médicos identificaram ferimentos incompatíveis com a versão apresentada pelos responsáveis. Inicialmente, o padrasto alegou que o menino havia sofrido uma queda durante o banho. No entanto, os profissionais de saúde encontraram indícios que apontavam para uma situação mais grave.
Por esse motivo, a equipe acionou as forças de segurança e deu início à apuração do caso.
Lesões reforçaram suspeitas
Conforme os laudos médicos, a criança apresentava traumatismo cranioencefálico, fratura no osso occipital, hematomas em diversas partes do corpo e comprometimento de funções internas.
Além disso, especialistas identificaram lesões cerebrais que aparentavam ser anteriores à internação. Dessa forma, os investigadores passaram a analisar a possibilidade de agressões recorrentes.
Enquanto os policiais reuniam provas, o estado de saúde do menino se agravava. Por isso, equipes médicas transferiram a criança para hospitais de maior complexidade.
Celulares passarão por perícia
Durante a operação, os agentes apreenderam aparelhos celulares que podem ajudar a esclarecer as circunstâncias do crime.
Agora, peritos vão analisar o conteúdo dos dispositivos em busca de mensagens, registros e outros elementos que auxiliem a investigação.
Além disso, a Polícia Civil de Santa Catarina comunicou a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) sobre o cumprimento das medidas judiciais, já que o padrasto pertence a uma comunidade indígena da região.
Enquanto isso, o inquérito segue sob segredo de justiça.
Relembre a ocorrência
Entretanto, os profissionais de saúde identificaram lesões incompatíveis com um acidente doméstico e acionaram a Polícia Militar. Em seguida, a Polícia Civil assumiu a investigação.
Na sequência, o menino passou por hospitais de Ibirama, Blumenau e Jaraguá do Sul. Apesar dos esforços das equipes médicas, ele morreu no dia 19 de junho em uma UTI Pediátrica.
Posteriormente, exames apontaram fratura craniana, lesões cerebrais e hematomas pelo corpo. Diante das evidências reunidas ao longo da investigação, a Justiça autorizou a prisão preventiva da mãe e do padrasto, que agora são os principais suspeitos pela morte da criança.

