
A morte do empresário Gustavo Alberto Sagaz, de 34 anos, assassinado a facadas em agosto de 2023 em Florianópolis, ganhou um novo desfecho nesta semana. Absolvida em primeiro julgamento em 2025, a esposa da vítima, Camila Fernanda Franca Pereira, foi submetida a um novo julgamento e desta vez foi condenada. Ela agora terá que cumprir uma pena de 36 anos de prisão, em regime fechado, e sem direito a recorrer em liberdade.
Além da pena, Camila também perdeu a guarda dos dois filhos que teve com a vítima. O corpo de Sagaz foi encontrado nas dunas da Praia do Moçambique, no Norte da Ilha.
A justiça considerou que Sagaz foi morto com 36 facadas na frente da filha mais nova, que na época do crime tinha apenas dois anos de idade. A perícia comprovou que Sagaz foi dopado antes de receber as facadas, e que seu corpo foi lavado antes de ser abandonado nas dunas. No entanto, havia sangue apenas nas solas dos pés, o que, de acordo com o delegado Enio Matos, que comandou as investigações na época, foi um descuido cometido pela criminosa.
“O motivo da ação delitiva foi torpe, de acordo com a deliberação dos jurados, porque o homicídio ocorreu em razão de desentendimentos relacionados à administração financeira da empresa familiar que vítima e a acusada eram proprietários. Especialmente, em razão de dívidas contraídas e ocultadas pela ré, além do objetivo de obter valor de seguro de vida”, salientou o juiz na sentença.
Em 2025, a absolvição de Camila ocorreu por 4 votos a 3. Os jurados aceitaram a tese de que ela cometeu o crime, mas ainda assim optaram, por maioria, em absolver.


