
A Justiça de Santa Catarina condenou uma mulher a 117 anos e 8 meses de prisão em regime fechado, no início de julho de 2026. A ré entregava as duas filhas e a enteada para abusos sexuais em Criciúma. O Ministério Público estadual detalha que ela levava as crianças aos criminosos em troca de dinheiro e presentes. Todavia, a investigação só começou após as próprias vítimas denunciarem o caso ao completarem a maioridade. Como resultado, o Judiciário também condenou outros dois homens envolvidos no esquema.
Dinâmica dos crimes e descoberta
Em primeiro lugar, os abusos ocorreram ao longo de quase dez anos, entre 2015 e 2024. No início das violências, por exemplo, as meninas tinham apenas 6, 7 e 8 anos. Além disso, o processo aponta que a mãe obrigava as filhas a assistir a vídeos pornográficos. Ela também mantinha relações sexuais com um dos réus na presença das três crianças.
Com o passar do tempo, a situação mudou. As jovens cresceram e compreenderam a gravidade dos fatos. Por consequência, relataram a rotina de abusos a pessoas próximas. Imediatamente, estas testemunhas acionaram as autoridades locais. Diante disso, o Ministério Público formalizou a denúncia ao Judiciário em janeiro de 2026.
De acordo com a acusação, a mulher descumpriu o dever legal de proteção. Em vez disso, optou pela omissão e incentivou os crimes. Ela convenceu as meninas a aceitar a violência em troca de vantagens materiais.
Detalhes das penas e indenizações
Portanto, a sentença responsabilizou os réus por estupro de vulnerável, estupro, aliciamento de menores e favorecimento da exploração sexual. Como resultado, o juízo fixou a indenização em R$ 210 mil para cada condenado. Este valor visa reparar os danos causados às vítimas.
Por um lado, a mãe perdeu o direito de recorrer em liberdade e permanece detida. Por outro lado, o principal executor dos abusos recebeu a pena de 55 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão. Ele violou as três meninas por uma década. Por fim, o terceiro envolvido cumprirá 18 anos, 1 mês e 23 dias de prisão pelo crime de estupro de vulnerável contra duas das vítimas.

