
Uma jovem de 23 anos sobreviveu a uma tentativa de estupro em Hortolândia depois de fingir estar morta para interromper o ataque. O caso ocorreu na noite de domingo (30) e a polícia agora trabalha para identificar o agressor.
Abordagem durante o trajeto para casa
A vítima voltava do trabalho e caminhava pela passarela da Avenida 4 de Maio quando, de repente, um homem em uma bicicleta se aproximou. Ele perguntou se o shopping onde ela trabalha ainda estava aberto e, logo após a resposta, começou a segui-la. A jovem acelerou o passo, porém o suspeito continuou atrás dela.
Em seguida, o agressor usou um falso pedido de ajuda. Disse que havia um bebê abandonado sob o pontilhão. A jovem, movida pela preocupação, decidiu acompanhar o homem, mas caiu em uma emboscada.
Violência rápida e estratégia para sobreviver
Assim que ela se aproximou do local indicado, o homem a empurrou, derrubou e começou a agredi-la com chutes e apertões no pescoço. Como consequência, a jovem perdeu o ar e sentiu o rosto inchar. Mesmo assim, tentou reagir, porém a força do agressor aumentava a cada segundo.
Percebendo que não conseguiria escapar, ela fingiu estar morta. Essa decisão, segundo ela, foi o que impediu o pior. Quando o agressor acreditou que ela não reagiria mais, a jovem aproveitou a brecha, empurrou o homem e acertou um soco em seu rosto. Nesse momento, ele quebrou o celular dela e fugiu rapidamente.
Depois do ataque, a jovem conseguiu gravar um vídeo pedindo socorro. Amigos a encontraram logo depois e a levaram ao hospital. A jovem afirmou que pensou apenas na mãe e que lutou porque queria sobreviver.
Investigação avança com apoio da comunidade
A Polícia Civil abriu um inquérito e, desde então, busca imagens de câmeras e testemunhas que possam ajudar na identificação do agressor. Além disso, a jovem passou por exames no Instituto Médico Legal para registrar as lesões e reforçar o processo investigativo.
O caso, portanto, não é apenas mais um registro policial. Ele retrata um problema recorrente e revela a insegurança que mulheres enfrentam diariamente, especialmente à noite.
Violência contra mulheres exige resposta imediata
Enquanto a investigação avança, o relato da jovem coloca luz sobre uma realidade brutal. Mulheres ainda precisam adotar estratégias de sobrevivência em trajetos simples como o caminho do trabalho para casa. A sociedade, por isso, precisa responder com políticas efetivas, ações integradas e redes de apoio reais.
A coragem da vítima permitiu que ela sobrevivesse, mas a responsabilidade por evitar novos ataques é coletiva. Que este caso gere mobilização e fortaleça o debate sobre a proteção das mulheres.

