
A Polícia Civil prendeu uma jovem de 18 anos nesta sexta-feira (25), em Joinville, no Norte de Santa Catarina, após investigar ameaças contra uma escola no bairro Saguaçu. Segundo a investigação, a jovem publicou conteúdos nas redes sociais, enviou mensagens e áudios a estudantes e afirmou que iria “causar um inferno” no local.
Jovem teria ameaçado escola após expulsão
Conforme a Polícia Civil, a investigada havia sido expulsa da escola por indisciplina. Depois disso, ela teria ido até a instituição e dito que pessoas ligadas ao crime organizado atacariam o local.
Além disso, a investigação identificou publicações nas redes sociais em que a jovem teria feito novas ameaças. Em uma delas, segundo os policiais, apareceu uma foto de uma arma de fogo.
A jovem também teria encaminhado mensagens para vários estudantes que frequentavam a escola. Nos áudios, de acordo com a Polícia Civil, ela dizia estar acompanhada de criminosos que atacariam a instituição.
Polícia monitorou residência antes da prisão
Após receber informações sobre as ameaças, a Polícia Civil iniciou diligências para verificar a situação. Na tarde de quinta-feira (24), os investigadores pediram à Justiça a prisão preventiva da jovem e um mandado de busca e apreensão.
A Justiça autorizou as medidas por volta das 6h30 desta sexta-feira. Na sequência, os policiais, que já monitoravam a residência da investigada, cumpriram os mandados por volta das 7h.
Durante a busca, a equipe não encontrou nenhuma arma de fogo na casa. Por outro lado, os policiais apreenderam o celular da jovem. Agora, a perícia deve analisar o aparelho em busca de informações que possam contribuir com a investigação.
Jovem negou intenção de realizar ataque
Depois da prisão, a jovem foi levada para a 1ª Delegacia de Polícia de Joinville, onde prestou depoimento. Segundo a Polícia Civil, ela afirmou que nunca teve a intenção de realizar um ataque.
Após os procedimentos, os agentes encaminharam a investigada ao Presídio Feminino de Joinville. Ela permanece à disposição da Justiça.
Enquanto isso, a investigação continua. A Polícia Civil deve analisar o conteúdo do celular apreendido e outros elementos reunidos durante as diligências para esclarecer as circunstâncias das ameaças.

