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Jovem argentina ajuda a Polícia a impedir massacre em escola

Adolescentes brasileiros fabricaram armas caseiras e propagavam ódio nas redes sociais

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Jovem argentina ajuda a Polícia a impedir massacre em escola
Foto: Divulgação

Uma jovem argentina foi decisiva para evitar um massacre em uma escola pública do Distrito Federal (DF). Ela descobriu e denunciou os planos de dois adolescentes de 17 anos que fabricavam armas caseiras, propagavam discursos de ódio e planejavam atacar colegas no próximo dia 20 de setembro, data que chamavam de “dia zero”.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) confirmou que os estudantes, ambos do 2º ano do ensino médio, gravaram cerca de dez vídeos descrevendo em detalhes os preparativos do ataque. As imagens mostravam a dupla manuseando armamentos artesanais e ameaçando abrir fogo contra colegas de sala.

Além disso, eles também usavam símbolos nazistas e publicavam mensagens ofensivas contra mulheres, negros e pessoas LGBTQIAPN+.

A denúncia que mudou o rumo da história

A jovem argentina entrou em contato com o conteúdo por meio de comunidades online de “true crime”. Inicialmente, ela não compreendia o português, mas ao aprender o idioma percebeu a gravidade dos vídeos. Antes de o site criado pelos adolescentes ser apagado, ela conseguiu salvar documentos e gravações e repassou o material a pessoas próximas da dupla, o que permitiu que as autoridades fossem acionadas.

Ódio e apologia ao nazismo

Além do site próprio, os adolescentes usavam o TikTok para divulgar o conteúdo extremista. Algumas contas chegaram a ser banidas pela plataforma pelo discurso de ódio. Em um dos vídeos, um deles sugere que o massacre fosse realizado no aniversário do amigo, afirmando que o “presente” seria matar colegas.

A investigação revelou ainda que os jovens discutiam a compra de armas no mercado clandestino e chegaram a desenhar símbolos nazistas em locais públicos. “Somos os revolucionários, somos os nazistas”, afirmaram, portanto, em uma das gravações.

Jovem argentina ajuda a Polícia Civil a impedir massacre em escola brasileira
Foto: Reprodução – Divulgação

Ação rápida evitou tragédia

A coordenação da escola identificou o plano e imediatamente acionou a Polícia Civil, que abriu investigação. A Secretaria de Educação do DF informou que acionou equipes de apoio psicológico e de segurança para acompanhar o caso e garantir, dessa forma, proteção aos estudantes.

Segundo a PCDF, o material apreendido comprova crimes como incitação ao ódio, apologia ao nazismo e ameaças. As apurações seguem em andamento. As autoridades não divulgaram o nome da escola visando preservar possíveis atos de fake news.

Murilo José

Sobre o autor

Murilo José

Jornalista do Guararema News, atua na região do médio Vale do Itajaí e Litoral Norte. Suas pautas geralmente são direcionadas a assuntos factuais que tem impacto no dia a dia da comunidade. Murilo também atua com reportagens especiais em projetos autorais. Além disso, também contribui com conteúdo esportivo.

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