
A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu, na sexta-feira (13), a investigação sobre a morte da médica veterinária Laura da Silva Ney, de 30 anos. O caso ocorreu em 27 de setembro de 2025, dentro do apartamento onde ela morava, no Centro de Navegantes, no litoral norte de Santa Catarina.
Na ocasião, vizinhos encontraram a vítima sem vida após um disparo de arma de fogo dentro do imóvel. Em seguida, equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina atenderam a ocorrência e confirmaram a morte no local.
Investigação reuniu provas e ouviu testemunhas
Ao longo de meses de investigação, a Polícia Civil ouviu dez testemunhas, analisou imagens e documentos apreendidos durante buscas e examinou 16 laudos periciais, incluindo a reprodução simulada dos fatos. Com base nesse conjunto de provas, os investigadores esclareceram a dinâmica do ocorrido.
Companheiro da vítima foi indiciado
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil indiciou o companheiro da vítima, de 38 anos, pelos crimes de auxílio ao suicídio qualificado, violência psicológica contra a mulher e posse ilegal de arma de fogo.
Durante as investigações, a polícia chegou a prender o homem temporariamente, já que, inicialmente, havia indícios de feminicídio. No entanto, após a análise das provas, os investigadores definiram o novo enquadramento dos crimes.
Em seguida, a corporação encaminhou o inquérito policial ao Poder Judiciário, que dará continuidade ao processo.
Veterinária era especialista em patologia clínica
De acordo com o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro, Laura nasceu em São José de Ubá, no Rio de Janeiro. Ela se formou em medicina veterinária pela Universidade Iguaçu e concluiu mestrado em Patologia Clínica pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro.
Além disso, a médica veterinária se mudou para Navegantes em dezembro de 2024, onde passou a atuar como patologista clínica. Após a confirmação da morte, o conselho regional lamentou o falecimento da jovem em nota oficial.

