
A prisão de um homem investigado por aliciar e pagar uma criança de apenas 9 anos para produzir vídeos pornográficos provocou revolta e indignação na pequena cidade de Guabiruba, no Vale do Itajaí. A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu, na quarta-feira (17), mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva contra o suspeito de praticar pornografia infantil, que agora está no Presídio Regional de Brusque.
A investigação conduzida pela Delegacia de Polícia de Guabiruba começou após a corporação receber informações de que o investigado teria oferecido dinheiro para que a criança gravasse vídeos com cenas íntimas e os enviasse para ele. Diante da gravidade da denúncia, os policiais iniciaram as diligências e reuniram elementos que embasaram o pedido de prisão preventiva.
Além disso, durante a operação, os agentes apreenderam um telefone celular que estava em posse do suspeito. Em seguida, ao acessarem o aparelho, os policiais encontraram outros vídeos semelhantes, de outras crianças, o que fez ampliar a investigação de interesse para a investigação. A descoberta reforçou as suspeitas e levou à lavratura do auto de prisão em flagrante, além do cumprimento da prisão preventiva já decretada pela Justiça.
Investigação ampliada
Segundo a Polícia Civil, o caso causa grande preocupação devido à vulnerabilidade das vítimas e à natureza do crime, que atinge diretamente crianças e adolescentes. Por isso, os investigadores continuam analisando o material apreendido para identificar possíveis outros envolvidos e verificar se existem mais vítimas.
Enquanto isso, a apuração prossegue sob sigilo. Após os procedimentos de polícia judiciária, os policiais encaminharam o investigado ao Presídio Regional de Brusque, onde ele permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil reforça que denúncias envolvendo crimes contra crianças e adolescentes são fundamentais. Dessa forma, interrompe esse tipo de prática e garantir a proteção das vítimas. Os canais são os telefones 100, 181, da Polícia Civil e 190 da Polícia Militar. Além disso, destaca que a participação da comunidade pode ser decisiva para impedir novos casos e responsabilizar os autores.

