
O homem acusado de matar a atleta de futsal Patrícia Ribeiro, de 21 anos, foi condenado a 34 anos e oito meses de prisão. O crime ocorreu em Chapecó, em junho do ano passado. De acordo com a sentença, a pena será cumprida em regime fechado. A decisão saiu após cerca de 12 horas de julgamento. O assassino foi considerado culpado pelos crimes de homicídio, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo.
O crime ocorreu na madrugada de 7 de junho de 2025, na principal avenida de Chapecó. Conforme a denúncia do Ministério Público, os dois homens estacionaram seu veículo Corsa ao lado de outro carro e passaram a abordar e assediar um grupo de mulheres. Patrícia, atleta da equipe Imperatriz Futsal Feminino e também da Associação Concordiense de Futsal Feminino (ACOFF), teria confrontado o autor após ele dirigir investidas à sua companheira.
Segundo as investigações, a discussão evoluiu e o homem sacou uma arma e disparou na direção da jovem. Atingida por três tiros, Patrícia atravessou a rua em busca de ajuda, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Um amigo de Patrícia se aproximou da cena logo após os disparos e também foi atingido, de raspão. Ele foi socorrido e sobreviveu. Toda a ação foi registrada por câmeras de videomonitoramento instaladas nas proximidades.
Morte no futsal feminino
Após o crime, o autor dos disparos fugiu, na companhia de um amigo que estava com ele. Os dois foram localizados mais tarde e presos. Durante as investigações, o suspeito admitiu à polícia que havia iniciado uma abordagem à companheira da vítima antes da discussão que culminou no assassinato.
O amigo que estava com ele foi absolvido. Os jurados entenderam que ele não teve participação direta no crime. O processo tramita em segredo de Justiça, mas ainda cabe recurso ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
Quem foi Patrícia
Patrícia Ribeiro era natural de Concórdia e atuava como jogadora da equipe feminina da ACOFF. A morte da atleta gerou forte comoção no esporte regional e repercussão em todo o estado.

