Região Santa Catarina

Homem mata ex após chamada de vídeo em Rio Negrinho

Suspeito não aceitava o fim do relacionamento e é preso em SC

Homem mata ex após chamada de vídeo em Rio Negrinho
Foto: Redes Sociais/Reprodução

Um homem matou a ex-companheira na terça-feira (17), em Rio Negrinho, no Norte de Santa Catarina, porque não aceitava o fim do relacionamento. Antes do crime, ele fez uma chamada de vídeo para um familiar e, segundos depois, atacou a mulher dentro da residência. A Polícia Militar prendeu o suspeito e a Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.

Segundo as informações apuradas até agora, o crime aconteceu durante a tarde. Assim que recebeu o chamado, a Polícia Militar foi até o local e encontrou a vítima já sem vida. Em seguida, os policiais iniciaram buscas e localizaram o suspeito.

Chamada de vídeo expõe dinâmica do crime

De acordo com os relatos iniciais, o homem iniciou uma chamada de vídeo com um familiar pouco antes de cometer o assassinato. Durante a ligação, ele teria mostrado o ambiente da casa. Logo depois, ele atacou a ex-companheira.

A investigação agora analisa o conteúdo da chamada e ouve testemunhas para esclarecer cada passo da dinâmica do crime. Além disso, a perícia técnica trabalha para reunir provas e consolidar o inquérito.

Polícia trata caso como feminicídio

A Polícia Civil classificou o crime como feminicídio porque o suspeito agiu motivado pela não aceitação do término da relação. Ou seja, o assassinato ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero.

Agora, os investigadores apuram se a vítima já havia registrado boletins de ocorrência ou sofrido ameaças anteriormente. Também verificam se havia medidas protetivas em vigor.

Violência contra a mulher preocupa em SC

O caso em Rio Negrinho reforça um cenário preocupante em Santa Catarina. Embora existam campanhas de prevenção e canais de denúncia, os registros de feminicídio ainda mobilizam autoridades e sociedade.

Por isso, especialistas alertam que o momento de rompimento de um relacionamento costuma aumentar o risco para mulheres que vivem situações de violência. Denunciar ameaças, procurar apoio e acionar a rede de proteção pode salvar vidas.

Enquanto isso, a Polícia Civil segue com as investigações e deve divulgar novos detalhes após concluir as oitivas e os laudos periciais.