
A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (03), em Guariba, no interior de São Paulo, um homem suspeito de se passar por adolescente nas redes sociais para aliciar crianças e adolescentes e induzi-los a produzir e compartilhar material sexual. A prisão ocorreu durante a Operação Hórus 10, que busca combater crimes de exploração sexual infantil na internet.
Abordagem e prisão
De acordo com a Polícia Federal, o investigado criou perfis falsos e passou a se apresentar como adolescente para ganhar a confiança das vítimas. Em seguida, ele iniciou conversas privadas e, de forma gradual, estimulou o envio de imagens e vídeos com conteúdo sexual.
Durante a operação, os agentes cumpriram mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão. Além disso, recolheram o celular do suspeito, que agora segue para perícia. A polícia pretende, assim, aprofundar a análise do material e verificar se há novas vítimas.
Crimes apurados
A investigação aponta que o homem agiu entre outubro de 2021 e setembro de 2023. Nesse período, ele teria conseguido aliciar ao menos cinco crianças com menos de 14 anos. Conforme a Polícia Federal, o suspeito pode responder por indução de menor à produção de material sexual explícito, compartilhamento de conteúdo de abuso infantil e armazenamento desse tipo de material.
Além disso, os investigadores não descartam a possibilidade de outros crimes, caso surjam novas provas a partir da perícia dos dispositivos apreendidos.
Contexto e alerta
Casos de aliciamento pela internet seguem em alta no país. Por isso, a Polícia Federal reforça que pais e responsáveis precisam acompanhar a rotina digital de crianças e adolescentes. Segundo a corporação, a maioria dos crimes começa com conversas aparentemente inofensivas e evolui para pedidos explícitos de imagens.
Ao mesmo tempo, as autoridades orientam que qualquer suspeita seja comunicada imediatamente à polícia. A denúncia rápida permite interromper a ação criminosa e proteger possíveis vítimas.
A operação desta terça-feira mostra, portanto, que o monitoramento digital e as ações integradas seguem como ferramentas centrais no combate à exploração sexual infantil.

