
O Tribunal do Júri da Comarca de Brusque condenou um homem, com ligação ao Primeiro Grupo Catarinense – PGC – acusado de tentativa de homicídio a 16 anos de prisão na última sexta-feira (21). Os jurados o consideraram culpado pelos crimes de tentativa de homicídio triplamente qualificada e porte ilegal de arma de fogo.
O crime ocorreu em maio de 2023, no bairro Azambuja, quando integrantes de uma facção criminosa sequestraram, torturaram e quase executaram a vítima.
O Conselho de Sentença, formado pelos jurados, reconheceu, por maioria dos votos, a materialidade e a autoria do crime. Além disso, manteve as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O tribunal estabeleceu a pena em 13 anos e quatro meses de reclusão pelo homicídio tentado e dois anos e oito meses pelo porte ilegal de arma, totalizando 16 anos de prisão.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), um grupo de criminosos abordou a vítima na rua e a forçou a entrar em um veículo. Em seguida, levaram-na até uma área de mata, onde a amarraram e a agrediram violentamente com socos, coronhadas e facadas.
A denúncia apontou que o crime seguiu o modelo do chamado “tribunal do crime”. Isso significa que facções impõem punições violentas a desafetos ou integrantes que desobedecem às suas regras.
Falhas na execução do crime e ligação com o Primeiro Grupo Catarinense
Durante a tentativa de execução, um dos criminosos deixou as munições caírem no chão ao manipular a arma de fogo. De acordo com as investigações esse fatou deu à vítima uma chance de fuga. Ela conseguiu se soltar e pedir socorro antes que os criminosos concluíssem o assassinato. Segundo a investigação, disputas entre facções rivais motivaram o crime.
O Ministério Público destacou que a vítima deixou Brusque por medo de represálias e que sua localização atual é desconhecida. “O PGC (Primeiro Grupo Catarinense) marcou ele para morrer, e agora ele vive escondido para evitar sua execução”, afirmou a Promotoria de Justiça no pedido de prisão preventiva.
O réu permanece detido no Presídio de Itajaí, onde já cumpria pena por outros crimes.

