
A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu, nesta quarta-feira (3), um homem investigado por participação em um duplo assassinato ocorrido em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, Paraná.
A captura ocorreu em Porto Belo, durante uma ação da Coordenadoria de Recursos e Operações Especiais (CORE/PCSC), que prestou apoio à Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil do Paraná.
Identificado como Cleiton Junior Andrade de Jesus, o suspeito estava foragido desde o início da operação policial que mirou os envolvidos no crime. Além disso, a Justiça já havia expedido um mandado de prisão contra ele.
Investigação aponta ligação com o tráfico
O crime ocorreu em março deste ano, no bairro Guatupê. Na ocasião, dois jovens consertavam um carro em uma rua do bairro quando criminosos chegaram ao local e os mataram.
Logo após o ataque, a Polícia Civil iniciou uma investigação para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime. Conforme os investigadores, os indícios apontam para uma possível relação com o tráfico de drogas e com a atuação de uma organização criminosa.
Além disso, a Draco suspeita que Cleiton ocupava posição de liderança dentro do grupo investigado. Por isso, a prisão dele era considerada uma das prioridades da operação.
Durante etapas anteriores da investigação, os policiais prenderam outros dois suspeitos. As equipes também apreenderam dinheiro em espécie, celulares, computadores e entorpecentes.
Prisão fortalece avanço das apurações
Além da suspeita de participação no duplo homicídio, Cleiton já apareceu em investigações relacionadas a roubos de veículos no Paraná. Em operações anteriores, a Polícia Civil apurou o envolvimento dele em crimes patrimoniais atribuídos a grupos criminosos.
Agora, os investigadores pretendem aprofundar as apurações sobre a atuação da organização. Ao mesmo tempo, a polícia busca identificar outros participantes e esclarecer todos os detalhes da execução.
Segundo a Draco, a prisão de suspeitos apontados como líderes enfraquece a estrutura criminosa e reduz a capacidade de articulação dos grupos investigados. Enquanto isso, Cleiton permanece à disposição da Justiça para os procedimentos legais do caso.

