
O Painel de Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania revelou nesta sexta-feira (25) que Florianópolis lidera o número de registros de violência contra a mulher em Santa Catarina em 2026. A capital catarinense contabiliza 839 ocorrências em um universo estadual que já atinge 9.544 casos. A disparidade entre os episódios reportados e as notificações oficiais acende o alerta das autoridades para a subnotificação do problema em todo o território catarinense.
Raio-x do problema no estado
Os números oficiais expõem a dimensão da crise de segurança pública nas maiores cidades catarinenses. Logo atrás da capital, Joinville e Blumenau ocupam a segunda e a terceira posições no ranking estadual.
Enquanto Florianópolis soma 839 registros, Joinville acumula 731 ocorrências e Blumenau contabiliza 707 casos. Na sequência, Lages registra 690 episódios e São José atinge 387 notificações. Todavia, a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos efetivou apenas 1.254 denúncias formais em todo o estado durante o período.
A importância de quebrar o silêncio
Diante desse cenário, especialistas reforçam que acionar os órgãos de proteção transforma a realidade das vítimas. Além de interromper o ciclo de agressões, a notificação permite o acolhimento imediato.
A advogada e pesquisadora Graziela Maria Casas Blanco destaca que a comunicação formal resguarda a integridade do público feminino. “Somente assim medidas efetivas poderão ser tomadas a partir dos órgãos de proteção. A comunicação contribui ainda para que outras vítimas não se tornem alvo do mesmo agressor”, explica.
Consequentemente, o registro abre portas para uma rede integrada de apoio. Dessa forma, as vítimas recebem suporte jurídico, abrigo temporário, acompanhamento psicológico e atendimento médico especializado.
Saiba onde buscar suporte
A população dispõe de canais gratuitos e sigilosos para denunciar abusos ou pedir socorro em situações de risco. Em emergências, a Polícia Militar atende pelo telefone 190. Além disso, a Central de Atendimento à Mulher opera continuamente pelo número 180.
Do mesmo modo, a Polícia Civil disponibiliza o número 181 e o atendimento via WhatsApp pelo número (48) 98844-0083. Para situações cotidianas, as delegacias especializadas e os postos de saúde prestam orientação presencial às vítimas. Portanto, romper o silêncio garante a proteção necessária para reconstruir vidas e combater a impunidade.

