
A técnica de enfermagem Rosane de Oliveira foi morta a tiros dentro da própria casa na noite de terça-feira (30), em Araquari, no Norte de Santa Catarina. Segundo a Polícia Civil, o companheiro da vítima efetuou os disparos na frente do filho do casal e fugiu de motocicleta logo em seguida. Desde então, ele é considerado foragido.
Equipes do Corpo de Bombeiros chegaram rapidamente ao local para prestar atendimento. No entanto, os socorristas apenas constataram a morte de Rosane. A vítima apresentava três ferimentos provocados por disparos de arma de fogo.
Polícia intensifica investigação
Assim que tomou conhecimento do crime, a Polícia Civil instaurou um inquérito e iniciou as primeiras diligências. Em seguida, acionou a Polícia Científica para realizar a perícia no imóvel e solicitou exames complementares, incluindo a necropsia.
Além disso, os investigadores trabalham para esclarecer a dinâmica do homicídio e reunir provas que permitam responsabilizar o autor do crime.
Filho presenciou o assassinato
Durante as primeiras etapas da investigação, a Polícia Civil ouviu o filho da vítima, que testemunhou o crime. Outra pessoa que presenciou parte dos fatos também prestou depoimento.
Agora, os policiais ampliam a apuração e colhem novos relatos de familiares, amigos e pessoas próximas ao casal. Com isso, a equipe busca compreender o histórico do relacionamento e identificar elementos que ajudem a esclarecer a motivação do assassinato.
Suspeito segue foragido
Após cometer o crime, o principal suspeito deixou o local em uma motocicleta e ainda não foi localizado.
Enquanto isso, equipes da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Araquari continuam as buscas e adotam novas diligências para encontrá-lo o mais rápido possível.
Profissional atuava na saúde do município
Rosane trabalhava como técnica de enfermagem no Pronto Atendimento 24 Horas de Araquari. A morte da profissional provocou comoção entre colegas, familiares e moradores da cidade.
Caso reforça combate ao feminicídio
Mais uma vez, o crime reacende o debate sobre a violência contra a mulher no Brasil. Quando um homicídio ocorre em contexto de violência doméstica ou por razões relacionadas ao gênero da vítima, a legislação brasileira o classifica como feminicídio, crime hediondo com penas mais severas.
Por fim, a Polícia Civil informou que continuará as investigações até esclarecer completamente o caso e localizar o suspeito, que permanece foragido.

