
A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (6), um ex-gerente de cooperativa de crédito acusado de aplicar um golpe milionário em Balneário Piçarras, no Litoral Norte de Santa Catarina. A ação ocorreu durante a tarde e resultou do cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
De acordo com as investigações, o prejuízo causado pelo esquema chega a R$ 1,8 milhão. O ex-gerente, aproveitando-se da confiança e da autonomia que possuía dentro da instituição, burlava os sistemas internos para executar as fraudes. Além disso, ele se valia da experiência profissional para mascarar os indícios de irregularidade, o que dificultou a detecção do crime por um longo período.
Esquema de fraude
Conforme detalhou a Polícia Civil, o suspeito criava contas bancárias em nome de pessoas que moravam em Manaus, no Amazonas. Essas vítimas, vale ressaltar, nunca estiveram em Santa Catarina e sequer sabiam que seus dados estavam sendo utilizados. A partir dessas contas falsas, o ex-gerente contratava empréstimos consignados, liberava os valores e, em seguida, desviava o dinheiro.
Depois de liberar os recursos, ele os transferia para contas de terceiros, conhecidos como “laranjas”. Dessa forma, conseguia ocultar o destino final das quantias e, consequentemente, dificultar o rastreamento do dinheiro pelas autoridades. Além disso, o uso de várias contas e intermediários tornava o golpe ainda mais sofisticado.
Prisão
Com o avanço das investigações e a coleta de provas suficientes, os agentes conseguiram comprovar a autoria e o funcionamento do esquema. Diante disso, o homem foi preso e encaminhado ao Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí, onde permanecerá à disposição da Justiça.
A Polícia Civil reforçou que o caso serve de alerta para as instituições financeiras, que precisam fortalecer os mecanismos de controle e fiscalização interna para evitar fraudes semelhantes.

