
Uma mulher viveu dias de terror sob cárcere privado e violência doméstica em Gaspar, mas conseguiu denunciar a situação. Ela utilizou um bilhete escrito em papel higiênico no banheiro de uma loja de conveniência. A Polícia Militar a resgatou após o pedido desesperado.
Relato da mulher
A vítima detalhou aos policiais o ciclo de agressões que o companheiro lhe impôs. Além das agressões físicas, ele a obrigou a gravar um vídeo íntimo e a ameaçou de divulgar o material em grupos de WhatsApp e redes sociais, caso ela tentasse fugir.
O caso veio à tona na manhã de sábado (5), porém o pedido de socorro aconteceu na noite de sexta-feira (4). A mulher convenceu o agressor a acompanhá-la até a conveniência, no bairro Gasparinho, sob o pretexto de comprar cigarro.
Em seguida, ao ir ao banheiro do estabelecimento, ela escreveu em um pedaço de papel higiênico o seu endereço e a mensagem direta: “Estou em cárcere privado, 190”. O funcionário da loja encontrou o bilhete e acionou a PM.
Homem preso
A guarnição chegou à residência e visualizou o homem nervoso através da janela, recusando-se a abrir a porta. Diante da recusa, os policiais forçaram a entrada. Lá dentro, eles encontraram a vítima em estado de choque, com lesões visíveis no pescoço, rosto e seios.
A mulher revelou aos policiais um histórico complicado com o homem. Eles haviam reatado o relacionamento na terça-feira (30), apenas três dias antes do resgate, mesmo ela possuindo uma medida protetiva contra ele por agressão anterior.
Ela relatou ter sofrido três agressões até o momento do socorro e que ele havia quebrado seu celular ao se recusar a desbloquear o aparelho. Além disso, o agressor a obrigou a manter relações sexuais sob ameaça de violência.
O homem possui um extenso histórico na Polícia Civil, somando 44 boletins de ocorrência. Ele foi detido e encaminhado à delegacia, onde deverá passar por audiência de custódia.

